Os advogados do prefeito Zé Rover (PP) consideraram “altamente esclarecedora” a audiência entre ele e o fotógrafo Fernando Fava, realizada hoje na Justiça Eleitoral de Vilhena.  Fava denunciou o mandatário acusando-o de autorizar abastecimentos de veículos na campanha política do ano passado, com requisições do Hospital Regional.
De acordo com os defensores do prefeito, ele sequer deu depoimento hoje à juíza eleitoral Christian Carla de Almeida Freitas, que presidiu a audiência, na qual seria feita a acareação entre o acusador, o prefeito e suas testemunhas. “Ele se limitou a ouvir o depoimento do denunciante”, disse um dos advogados, admitindo que o rapaz manteve a versão que já havia apresentado numa audiência anterior.
As testemunhas do fotógrafo, no entanto, não revelaram a participação de Rover no alegado crime eleitoral. Um dos rapazes que prestaram depoimento, inclusive, fez uma revelação surpreendente.  Ao ser questionado se havia adesivado o carro para receber combustível, o depoente teria dito: “Adesivei, sim: colei o número 14”. O algarismo, no entanto, era usado pelo ex-prefeito Melki Donadon (PTB), que foi derrotado por Rover naquele pleito.
O prefeito disse, através de sua assessoria jurídica, que se sente tranqüilo em relação às acusações de Fava, porque o relatório produzido por um delegado da Polícia Federal que o inocentou de qualquer envolvimento com a distribuição ilegal de combustível na campanha.