“Se não for eleito, volto a trabalhar, como sempre fiz. Mas, com um mandato, eu teria mais força e recursos”
Com a autoridade de quem comandou algumas das operações que apreenderam toneladas de drogas saindo e entrando em Rondônia, o delegado da Polícia Federal, Flori Júnior, “colocou o dedo na ferida” ao falar sobre o problema.
Em entrevista ao jornalista Noel Nascimento, que comanda um programa de TV em Vilhena, Flori, que disputa sua primeira eleição pelo Podemos, concorrendo a deputado federal, explicou o que fazer para combater o tráfico, que resulta em violência e famílias destruídas em todo o país.
De acordo com o delegado, só com a mobilização do Exército, que precisa atuar nas regiões de fronteira, será possível garantir que a cocaína vinda da Bolívia e as armas ilegais, que chegam de nações vizinhas, sejam apreendidas antes de irem parar nas mãos de traficantes e quadrilhas.
Usando uma linguagem dura, o jovem, porém experiente policial federal classificou como “guerra” o combate ao narcotráfico, que rende milhões aos marginais. O delegado também comentou sobre os frequentes roubos de caminhonetes que deixam famílias aterrorizadas, tanto em Vilhena quanto em outras cidades de Rondônia. Estes veículos acabam sendo levados pelos ladrões para países próximos. No caso de Rondônia, o principal destino é a Bolívia, maior produtor mundial de cocaína.
Flori prometeu que, caso seja escolhido para representar Rondônia na Câmara dos Deputados, irá trabalhar para que o Exército seja mobilizado e ajude a guardar as fronteiras. “Quero combater esse problema que desgraça tantos brasileiros. Estou me oferecendo para ajudar e espero que me deem esta oportunidade. Se não derem, volto a trabalhar, como sempre fiz. Mas, com um mandato, eu teria mais força e recursos”, finalizou.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 21 de Setembro de 2022, às 14:45