Sempre discreto, o vereador José Cechinel (PSC) resolveu tornar público o motivo que o levou a se posicionar contra o aumento dos salários dos parlamentares, aprovado na sessão desta terça-feira, 21. Ao elevarem os próprios vencimentos, em mais de 60%, os edis também foram generosos com o vice-prefeito e os secretários municipais, que receberam o mesmo reajuste. Apenas o prefeito Zé Rover teve o salário de R$ 12 mil “congelado”, pois já havia anunciado que não queria a elevação.
Ao visitar, na tarde de hoje, a redação do FOLHA DO SUL ON LINE, o socialista explicou porque foi um dos dois a votar contra a matéria (Eliane da Emater também se posicionou contrária). Cechinel disse que agiu assim “por coerência”. O parlamentar lembrou que, recentemente, votou pelo aumento do número de vagas na Câmara. “O que eu propunha era aumentar a representatividade sem inflar os gastos. Fizeram o contrário com esse aumento: reduziram a representação popular e passaram a ganhar mais”, raciocina.
O vereador diz que já havia alertado os companheiros de que não era a favor do aumento. “Portanto, não fiz média com ninguém, nem joguei para a torcida”, explica.
Cechinel teme que, com o aumento dos gastos do Parlamento, os recursos que poderiam ajudar a custear a contratação de assessores qualificados, fiquem comprometidos. “E duvido que, entre um bom servidor e um vereador, a população escolha pagar mais ao segundo”, avalia.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 21 de Agosto de 2012, às 17:36