Um dos líderes do movimento “Dia do Basta”, entidade que vem, frequentemente, comandando protestos durante as sessões da Câmara de Vilhena, o jovem Eduardo Campagnolo Hartmann virou alvo dos vereadores. Irritados com as constantes críticas do rapaz, que chegou há dizer que o Legislativo local estava infestado por “ratos”, os parlamentares entregaram ao FOLHA DO SUL ON LINE cópias de duas portarias nas quais supostos parentes de Campanholo teriam sido nomeadas para cargos comissionados na Câmara, sem concurso. As nomeações aconteceram em 2005 e 2006, na gestão do então presidente da Casa, vereador Cabo João (PTB), e beneficiaram Carmelita Ribeiro Hartmann e a irmã dela, Cláudia Regina Ribeiro Paz.
Confrontado com a aparente contradição entre a defesa do combate ao nepotismo e as duas alegadas familiares penduradas em cargos comissionados, o líder estudantil, que cursa faculdade de Direito na Avec,  esclareceu: não tem parentesco com nenhuma das duas mulheres. “Essa senhora, de nome Carmelita, é a mulher do meu pai e eu não tenho nenhum ligação com ela. Moro com a minha mãe e, portanto, não me beneficio de nada que ela recebe”.
Carmelita, que é casada com o ex-vereador Dirceu Hartmann (pai de Eduardo) disputou as eleições do ano passado, concorrendo a uma vaga na Câmara. Não conseguiu se eleger, mas hoje, segundo os vereadores, ocupa um cargo de confiança na Secretaria de Assistência Social (Semas) Pasta comandada pela primeira-dama Lizangela Rover.