Mariana Carvalho, tida como favorita, foi atropelada na disputa pelo Senado
 
Algumas derrotas eleitorais em Rondônia serão mais sentidas este ano. Isso porque muitos dos que ficaram pelo caminho eram considerados favoritos ou tinham potencial para se eleger. A lista é grande e começa pela deputada Mariana Carvalho, do Republicanos, apontada como favorita nas pesquisas a atropelada pelo vilhenense Jaime Bagattoli, do PL, na reta final da campanha.
 
Uma derrota em dose dupla marcou a campanha dos Expeditos (pai e filho), ambos do PSD. O pai terminou a votação na quarta colocação, com 10,24%, ou seja, 83.946 votos. O filho foi tão mal que, mesmo que seu partido tivesse atingido o coeficiente eleitoral, ele teria ficado fora com seus 20.054 votos, atrás da primeira-dama de Cacoal, Joliane Fúria, que fez 24.483.
 
Vários deputados estaduais também amargaram derrotas surpreendentes, como Eyder Brasil, do PL (7.892 votos), Doutor Neidson (9.371 votos) e Cássia Muleta (9.834 votos), ambos do Podemos. Para federal, também do Podemos, o vereador em Ariquemes, Rafael Fera, até fez bonito (24.286 votos), mas seu partido não atingiu o coeficiente e não elegeu ninguém. Jhony Paixão, do PSDB, foi outro deputado estadual que não conseguiu se segurar na cadeira: fez 3.863 votos.
 
Mas, o caso do vice-governador Zé Jodan (FOTO), do PSC, é o mais “vexaminoso”: apesar do cargo que ocupa e dos mais de R$ 100 milhões em patrimônio, o empresário da Zona da Mata fez míseros 2.867 votos como candidato a deputado estadual pelo PSC.