Idoso precisava colocar sonda nasogástrica para se alimentar em casa
 
Indignada com o que enfrentou ontem, ao precisar levar o pai, idoso e acamado, para receber atendimento médico na UPA, em Vilhena, a técnica em enfermagem Viviane dos Santos Catarino, 38 anos, procurou o FOLHA DO SUL ON LINE e relatou o episódio.
 
Viviane, cujo pai, Enedino Bahia de Carvalho, 78, foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Alta Floresta, cidade da região da Zona da Mata em Rondônia, se revoltou pela demora de 06 horas para conseguir uma ambulância que transportasse o idoso até a unidade de saúde.
 
Após o exercício do mandato parlamentar, Enedino, que presidiu a Câmara de Alta Floresta entre 2004 e 2006 e também é diabético e tem hipertensão, sofreu um AVC isquêmico, que o deixou acamado. Há seis meses ele se mudou para Vilhena e, desde então, vive na casa da filha, que é sua cuidadora.
 
Ao telefonar para o Hospital Regional pedindo o veículo, a denunciante foi orientada a ligar na UPA, onde foi informada que a entidade não oferecia aquele tipo de serviço. Ela, então, procurou a agente de saúde do bairro onde mora, que por sua vez acionou a diretora do postinho que atende a família.
 
A diretora da UBS procurou a médica que atende Enedino, e que fez o encaminhamento dele. A filha foi até a UPA, onde dessa vez foi dada a justificativa de que o motorista da ambulância estacionada não estava no local naquele momento.
 
No Hospital Regional, para onde precisou ir, Viviane ouviu uma secretária, falando em nome da direção, que estava amparada para não liberar a ambulância para buscar o idoso em casa.
 
Somente após explicar os direitos de uma pessoa idosa e e impossibilidade de se locomover à Secretaria Municipal de Saúde é que o veículo foi buscar Enedino em casa, finalizando a luta de 06 horas em busca de transporte.
 
Quando a ambulância finalmente apareceu, Viviane, que atuou na saúde por dez anos, se decepcionou novamente: a viatura era completamente desequipada e não havia um profissional para acompanhar o pai. Ela mesma teve que vir a bordo do veículo. “Mas mesmo que tivesse até médico dentro, o paciente iria morrer se passasse mal e precisasse de socorro durante o trajeto, pois faltavam os equipamentos básicos para socorro em uma emergência”, relatou.
 
Quando finalmente o pai de Viviane chegou à UPA, o atendimento foi ágil e eficiente, e ela fez questão de agradecer o “enfermeiro Edson” e a equipe, que levaram dez minutos para executar o procedimento: colocar uma sonda nasogástrica que permitisse ao pai se alimentar em casa.
 
“Tenho que fazer esse reconhecimento, mas mantenho as críticas que fiz à saúde municipal, pela demora na liberação da ambulância e pela falta de sensibilidade”, finalizou a denunciante, que enviou vídeos ao site (ASSISTA ABAIXO).
 
O FOLHA DO SUL ON LINE está à disposição da prefeitura, caso a gestão municipal queira se manifestar em relação às denúncias.