“O trabalho me fez enxergar o quanto é importante oferecer oportunidades a quem errou e pretende tomar rumo na vida”
Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta segunda-feira, 25, o cabelereiro Luís Fernando dos Santos, o “Nando”, cuja impressionante história de vida já foi relatada por ele próprio no site, revelou como está vivendo atualmente.
Casado e com uma filhinha de 1 ano e 10 meses, Nando mora hoje na cidade mato-grossense de Juruena, que fica a 300 km de Vilhena. Lá, com muito esforço ao lado da atual esposa, Érica do Carmo Carvalho dos Santos, conseguiu montar três salões de beleza.
Nando, que congrega numa igreja evangélica e defende a criação de uma escola militar em Juruena, onde se prepara para ministrar palestras em colégios, diz que sua missão agora é evitar que outros jovens entrem no mundo do crime, do qual ele conseguiu sair e para o qual garante que nunca mais voltará.
Durante dois anos, o cabeleireiro cumpriu parte de sua pena trabalhando no quartel do Corpo de Bombeiros. “Eu saía da cadeia e trabalhava 12 horas. Além de me resgatar, esse trabalho me fez enxergar o quanto é importante oferecer oportunidades a quem errou e pretende tomar rumo na vida”.
Nando cita nominalmente o juiz criminal Adriano Lima Toldo, que acreditou em sua recuperação e permitiu que ele demonstrasse estar arrependido da antiga vida criminosa, autorizando-o a trabalhar na corporação militar.
“Tudo o que conquistei até agora, devo ao doutor Adriano e ao major Guedes, que me deram a chance que mudou a minha vida. Só tenho a agradecer a eles e a outras autoridades”, diz Nando, também mencionando o Bombeiro aposentado Natalino Luiz, que cedeu gratuitamente um imóvel para que ele montasse seu primeiro salão.
Em paz com a companheira atual, Nando não tem problemas para lembrar de uma relação mais tumultuada que teve antes de conhecer Érica: ele chegou a ser casado com uma jovem que estava preso por ter matado o namorado durante a relação sexual, um episódio que repercutiu em todo o Brasil (VEJA AQUI).
Ao defender um colégio militar na cidade onde mora e prospera, Fernando desabafa: “meus pais sempre foram pessoas de bem. Eu entrei para o crime por causa das más companhias que conheci na escola. Se eu tivesse estudado num colégio militar, isso não teria acontecido”, argumenta.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 26 de Setembro de 2022, às 11:35