O vice-presidente da República, Michel Temer, deve reassumir a presidência do PMDB, da qual está licenciado, após mudanças no estatuto do partido. Hoje, de acordo com as regras, da legenda, não é permitido acumular cargo no governo e na Executiva Nacional. Quem está à frente do PMDB interinamente é o senador Valdir Raupp, primeiro vice-presidente. A mudança no estatuto deve ser feita em convenção que será realizada no dia 2 de março.
O retorno de Temer se deve principalmente por pressões das bancadas do partido, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico. Há uma insatisfação com o governo, com o próprio Temer e com Raupp, considerado sem representatividade para articular os interesses dos peemedebistas no Planalto e com outras legendas.
Se realmente assumir o cargo, Temer certamente será mais pressionado a fazer mais exigências junto à presidente Dilma Rousseff, em relação às insatisfações dos membros do partido, que apesar de terem o comando da Câmara e do Senado, querem mais cargos. Segundo os peemedebistas, com Temer na vice-presidência, a ideia era que os pedidos da legenda chegariam com mais facilidade ao governo, mas o que ocorreu foi que Temer tentava colocar os interesses do governo no partido. Então, agora, é preciso que seja diferente e o recado já está dado.