O engenheiro agrônomo e produtor rural Pedro Marini (foto) está, desde a última quarta-feira, no comando do PSDB em Vilhena. Ainda que informalmente, ele recebeu a missão de responder pela agremiação na cidade. A passagem do cargo foi feita pelo presidente oficial da sigla, Evandro Padovani, atual secretário de Estado da Agricultura, que reuniu os filiados e comunicou a decisão.
Em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, Marini confirmou a troca, mas lembrou que cuidará apenas de assuntos corriqueiros, que não exijam sua assinatura. No caso decisões formais, Padovani precisará assinar eventuais documentos.
A estratégia, no entanto, não convenceu o veterano ex-senador Chico Sartori, fundador do PSDB na cidade. Ele continua exigindo que Padovani renuncie ou, no mínimo, se afaste do partido. A bronca do velho tucano é pelo fato de o presidente ter declarado apoio à candidatura do governador Confúcio Moura (PMDB) à reeleição.
Chico alega que o partido terá candidato ao Governo este ano (o também ex-senador Expedito Júnior), e que a opção de Padovani configuraria infidelidade. Aliados do secretário pensam diferente e acham que a infidelidade só estaria caracterizada após as convenções.
Chico até definiu um prazo para que Evandro resolva sua situação: 11 de março, ou seja, na próxima segunda-feira, o dirigente precisará escolher entre um dos cargos que ocupa. “Ou ele sai da Secretaria de Agricultura ou deixa o PSDB”, bate o pé o embaçado ex-parlamentar, que promete recorrer até à direção nacional da legenda caso o colega insista em tentar se manter em ambas as funções.