O Partido dos Trabalhadores de Rondônia tenta abafar a crise surgida na semana, quando o presidente e pré-candidato ao governo, deputado Padre Ton, anunciou o rompimento de negociações com o PMDB e o PDT, e declarou ter participado no mesmo dia de reunião com Ivo Cassol e Carlos Magno, respectivamente senador e deputado pelo. A notícia publicada com exclusividade pelo FOLHA DO SUL ON LINE, provocou um rebuliço interno na legenda, com reações de outras alas da sigla, que contestaram a legitimidade da comissão que acompanhou o deputado no encontro com Cassol.
No domingo, mais lenha foi posta na fogueira, quando ficou confirmado que Ton estava participando de outro encontro com Ivo, desta vez em Rolim de Moura. Segundo um membro do diretório estadual, tais encontros não haviam sido reconhecidos oficialmente pelo PT de Rondônia, que ainda considera Padre Ton como pré-candidato a governador do Estado. Segundo a assessoria de Ton, divergências internas no partido acontecem desde a criação da legenda, em função do direito igualitário de uso da palavra pelos filiados e pela democracia que norteia a conduta do PT. “O problema é que, da forma como a situação está colocada perante a opinião pública, a impressão que fica é que Padre Ton está agindo de forma autoritária, coisa que não é verdade”, revela Mara Paraguaçu, assessora de imprensa do deputado.
A jornalista também informa que a comissão eleitoral que participa das reuniões foi nomeada pelos filiados do partido em encontro realizado na cidade de Ji-Paraná, em dezembro do ano passado. “Eles representam oficialmente o diretório rondoniense do PT, e debateram o posicionamento do partido na sucessão estadual com o presidente nacional petista, Rui Falcão, na manhã da terça-feira passada”. Mara afirma que Falcão deu autonomia para que os filiados do Estado decidam o caminho a ser tomado, sem a obrigatoriedade de adotar o posicionamento que o PT nacional tomou na disputa pela presidência da República.
Fazem parte desta comissão a vereadora de Porto Velho Fátima Basílio (secretária de Comunicação do diretório), o deputado federal Anselmo de Jesus e o vice-presidente estadual do partido, Carlos Dantas, que é vereador em Presidente Medici, entre outros membros. “A participação do ex-prefeito Roberto Sobrinho, e dos deputados Epifânia Barbosa e Cláudio Carvalho se deve ao fato de, inquestionavelmente, serem lideranças importantes do partido no Estado, independente de não fazerem parte da comissão”, acrescentou Mara. O PT rondoniense vem sendo pressionado pelo PMDB do Estado para seguir a aliança nacional, porém oferece pouco em troca do apoio, por isso ocorre um distanciamento entre os partidos.
Sobre o encontro com Cassol, ela dclara que ocorreu através de iniciativa do senador do PP, e não da parte de Padre Ton. “Estamos em fase de entendimentos para composição de alianças, por isso não é recomendável fechar diálogo neste momento. O PP considerou que Padre Ton teria perfil ideal para concorrer a vaga ao Senado, e a comissão esteve com Cassol para ouvi-lo, mas nada ficou definido”, garante.
Oficialmente, Padre Ton ainda é pré-candidato do PT ao governo do Estado, e a decisão será tomada “de forma democrática, com plena participação dos filiados, na convenção a ser realizada pelo partido no final do mês, inclusive com participação e manutenção dos direitos partidários daqueles que estão acreditando que Ton age de forma autoritária e impositiva”, encerrou Mara.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 13 de Junho de 2014, às 16:51