Site publicará versão da instituição assim que ela se manifestar
É de apreensão e revolta, entre os acadêmicos do curso de medicina em Vilhena, que desde o ano passado tentam resolver, junto à mantenedora da graduação, alguns problemas que, segundo alegam, afetam os estudos deles.
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com um grupo de universitários envolvidos na busca pela solução dos problemas. Os entrevistados contaram que, após as tentativas frustradas de resolver administrativamente a situação, no mês de março deste ano foi protocolado um documento com as reinvindicações dos alunos.
Como não houve resposta, os acadêmicos apresentaram, cerca de duas semanas atrás, um novo ofício, através do qual cobram duas coisas que consideram essenciais: o projeto pedagógico do curso e o contrato de prestação de serviços.
“Na rematrícula, tentamos acessar o contrato que prevê as regras do serviço pelo qual pagamos, mas o arquivo não abre. Fizemos a rematrícula, mas não sabemos o teor do contrato”, conta uma das alunas ouvidas pelo site.
Além desses problemas, os universitários disseram que outra preocupação é com a parte pedagógica do curso: “temos uma carência de professores e, nesta semana, uma médica que dava aulas lá, ministrando três disciplinas, pediu demissão”, revelaram.
Outra queixa dos futuros médicos é quanto à mudança constante na programação das aulas, o que os impede de se organizar para estudar. O horário das aulas é integral, porém, pela falta de professores, a situação muda praticamente toda semana.
“Ontem eles fizeram reunião on line, dizendo que devido a saída professora de Pediatra, estamos sem ter como continuar as aula de SDC em Pediatria e queriam colocar no lugar aula de GO (ginecologia e obstetrícia) on line, porque a professora só poderia fazer à distância.
Como eles substituem carga horária obrigatória de pediatria SDC por ginecologia e obstetrícia se não tem nada a ver?”, questiona uma acadêmica.
Pagando mensalidades que com desconto passam de R$ 8.300,00 e chegam a quase R$ 10 mil se não forem quitadas no prazo, os universitários também criticam a estrutura física da faculdade: “não tem blocos cirúrgicos, como eles dizem, nem UBS funcionando na faculdade. Lá existe apenas um boneco simulado, e ele nem sempre funciona”, garantem os denunciantes, referindo-se ao manequim usado nas aulas práticas.
VENDA MILIONÁRIA
Vencedora da concorrência para ministrar o curso de medicina em Vilhena, a faculdade Unesc, de Cacoal, foi vendida em 2020 para a gigante Ser Educacional. O FOLHA DO SUL ON LINE publicou detalhes do negócio (CONFIRA AQUI).
Atualmente, são 5 turmas com mais de 50 alunos cada, e a sexta deve começar a assistir aulas em breve, já que os candidatos prestaram vestibular este ano.
NOTA DE REPÚDIO
Nós, estudantes do Curso de Medicina da UNINASSAU - Vilhena, viemos, por meio deste, demostrar nosso REPÚDIO e INDIGNAÇÃO pelo descaso que a UNINASSAU tem demonstrado às nossas reivindicações perante:
1. Falta de pagamento ou pagamento pendente do salário dos professores;
2. Falta de docentes capacitados e aptos;
3. Descaso com as demandas solicitadas referente a estrutura básica do curso (projetores, caneta de quadro, salas que caibam os alunos sem prejuízo de entendimento, papel higiênico, higiene das salas e banheiros);
4. Falta de incentivo à projetos científicos;
5. Falha continua na comunicação com entre contratantes e a matriz.
Salientamos também que já foram entregues à instituição inúmeros documentos protocolados para que os problemas citados acima fossem resolvidos, entretanto não obtivemos nenhuma resposta até hoje, prazo final estipulado.
Atualmente, os alunos estão sem docentes pois alguns se desligaram da instituição por falta de pagamento e também desvalorização salarial desde a compra da instituição pelo grupo SER Educacional, por este motivo estamos com matérias faltantes já em final de semestre e durante semana de provas. Assim, queremos explicação da direção do curso sobre as demandas levantadas, imediatamente.
OUTRO LADO
O site irá publicar a manifestação da instituição, atualmente comandada pela UNINASSAU, tão logo a resposta às denúncias seja enviada à redação.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 10 de Junho de 2022, às 09:29