Em Vilhena, segundo o prefeito, “nem o passado é garantido”
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou nesta sexta-feira, 25, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), que pode ser investigado por uma CPI. Professores em greve na cidade estão pressionando os vereadores a investigar o mandatário, que está pagando piso do magistério na cidade, mas se negou a conceder o reajuste de 14,95% aos educadores com melhores salários.
Flori demonstrou tranquilidade em relação ao tema e explicou que uma eventual CPI instalada, “além de não ter resultado prático nenhum, porque não pode obrigar o prefeito a nada, ainda pode ser desencadear efeito inverso”. Para deflagrar a CPI são necessários cinco votos e, para uma eventual cassação, nove vereadores precisam apoiar e medida.
O prefeito explicou que, se for mesmo responder a investigação, terá de se defender na justiça e, ao se defender, deverá dizer que parte do PCCR é inconstitucional. Se a justiça concordar, as consequências serão para o futuro e devem alcançar também o passado. Em Vilhena, segundo o prefeito, “nem o passado é garantido”.
O líder vilhenense se refere ao Plano de Carreira dos Servidores Municipais aprovado pela Câmara no ano passado. É essa lei local que embasa o pedido dos grevistas ao reivindicar o que Flori chama de “efeito cascata”, que beneficia toda a categoria, mas causa impacto de R$ 16 milhões por ano nas contas do município.
O prefeito já mencionou esta situação ao conseguir no TJ uma liminar suspendendo a greve, mas no caso de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade questionando o PCCR, uma eventual vitória nos tribunais acaba com o que os servidores municipais consideram uma conquista.
Segundo o entendimento do prefeito, ao aprovar o Plano com uma emenda da vereadora Vivian Repessold (PP), aumentando as despesas do município, a Câmara incorreu em uma ilegalidade que será facilmente demonstrada na justiça.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 25 de Agosto de 2023, às 11:37