A festa armada para lançar a pré-candidatura do governador Confúcio Moura (PMDB) à reeleição, no último final de semana, em Ji-Paraná, acabou de forma amarga para uma empresa vilhenense: a firma que fretou o ônibus para levar manifestantes ao evento corre o risco de não receber pelo serviço. O calote foi anunciado por um dirigente estadual do PMDB, que inclusive teria sido ríspido com o empresário que locou o coletivo.
O dono do veículo não quis se manifestar temendo represálias, mas pessoas próximas a ele contaram que o ônibus foi solicitado pela própria agremiação partidária, pela qual o governador concorrerá à reeleição este ano. Ficou acertado que o pagamento pelo fretamento seria feito na chegada dos militantes vilhenenses a Ji-Paraná.
O compromisso acabou não sendo honrado, mas o vilhenense aceitou que o depósito referente ao serviço fosse feito na conta da empresa, o que também não aconteceu. Ao ligar para um peemedebista da cúpula da agremiação, o dono do ônibus foi aconselhado a levar o caso à justiça caso quisesse receber. Antes, um alerta: segundo o caloteiro, não haveria provas de que o coletivo havia sido solicitado.
Mas, basta uma conferida nas redes sociais para encontrar provas de que a viagem foi organizada por um vereador vilhenense que foi ao encontro. Pega muito mal para Confúcio esse tipo de malandragem às vésperas da campanha na qual ele tenta se manter no cargo.
O site está à disposição do governador e de seus aliados para publicar a versão deles tão logo eles decidam quitar o débito, que até a noite desta terça-feira, dia 1º, continuava em aberto.