“Imagina que ele fosse atropelado, ou sequestrado, ou sei lá o quê”
 
Por telefone, uma auxiliar de laboratório de 27 anos relatou uma experiência dramática vivida ontem pelo filho ao voltar para casa após a aula em uma escola pública de Vilhena. Detalhe: a criança tem apenas 06 anos de idade.
 
Segundo a mãe, ao ser apanhado no colégio Ivete Brustolin, no Parque São Paulo, por um ônibus que não passa no bairro onde mora, o garoto foi colocado para fora do veículo a quase dois quilômetros de sua casa. A confusão teria acontecido porque o ônibus no qual o menino foi embarcado não é o mesmo acostumado a fazer o trajeto.
 
Apeado no meio da rua pelo motorista e a monitora, o estudante começou a chorar, enquanto caminhava tentando encontrar a casa da mãe, que fica no Setor 13. Quando vinha no ônibus ao qual estava acostumado, o garoto parava a uma quadra de casa e a mãe o buscava no ponto.
 
O drama só não foi maior porque uma mulher que passava de carro, vendo o pequeno estudante chorando, conseguiu localizar sua casa com a ajuda dele. Com os olhos vermelhos e assustado, o menino respirou aliviado ao abraçar a mãe.
 
Indignada com a situação, a mãe disse que, após registrar uma ocorrência na polícia, irá levar o caso ao Ministério Público, argumentando que, na volta para casa, o filho poderia ter sido vítima de um criminoso. “Sorte que foi essa moça de um coração bom e puro, esse anjo que Deus mandou para zelar pelo meu filho. Imagina que ele fosse atropelado, ou sequestrado, ou sei lá o quê”, desabafou.