Rede elétrica foi instalada num ângulo que dificulta as aterrisagens
 
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, neste domingo, 28, o empresário Assis Dal Toé, que duas semanas atrás sobreviveu à queda do avião que estava pilotando. O acidente aconteceu quando a aeronave iria pousar numa pista nos arredores da cidade e atingiu a rede elétrica (LEMBRE AQUI).
 
Atendido primeiro em Vilhena, Dal Toé precisou ser transferido de avião para o hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Ele passou por uma cirurgia que durou mais de seis horas e recebeu oito pinos na coluna. Uma de suas vértebras foi fraturada na queda do avião.
 
Voando profissionalmente há mais de 40 anos, Assis, cuja família é pioneira em Vilhena, confirmou que a rede elétrica foi instalada num ângulo que dificulta as aterrisagens, além de não estar sinalizada.
 
Ainda exibindo uma cicatriz na face, o veterano piloto contou que, na queda, seu rosto atingiu o para-brisa do avião. Ele não confirmou se pretende entrar com processo na justiça contra a Energisa, cuja rede teria sido responsável pelo acidente que quase acabou em tragédia.
 
GRATIDÃO
Assis fez questão de elogiar o trabalho dos Bombeiros que o socorreram e reconheceu a eficiência dos profissionais que o atenderam no Hospital Regional de Vilhena. “Quando tem coisa errada, todo mundo denuncia. No meu caso, além de rápido, o atendimento foi muito bem feito naquela unidade de saúde”.