Após discussões, repasse para a entidade, que era de 3%, passará para 2%
 
O que era, até a manhã desta terça-feira, 04, uma queda de braço entre o prefeito Delegado Flori (Podemos) e o Instituto de Previdência de Vilhena (IPMV) acabou em um acordo amistoso que aparentemente agradou os dois lados da disputa.
 
Conforme mostrou o FOLHA DO SUL ON LINE, a proposta do prefeito, que queria reduzir de 3% para 1% o repasse da entidade, responsável por gerir os benefícios previdenciários no município, chegou à Câmara, que rejeitou a urgência pedida por Flori, mas estava se preparando para analisar e votar o tema (ENTENDA AQUI).
 
Pelo acordo, o município agora vai repassar apenas 2% para o IPMV, que se comprometeu em usar os R$ 2,4 milhões que tinha para custeio e gastos de administração e material e honrar as aposentadorias de servidores, o que também reduzi o déficit atuarial da instituição e diminui um pouco a dívida da prefeitura. A economia mensal, com o acordo, será de cerca de R$ 100 mil por mês
 
Flori diz que pretende usar a economia feita em áreas prioritárias e destacou a importância do recurso a mais, num momento em que a arrecadação do município vem caindo. Ficou acertado, na reunião, que os dois lados voltam a conversar sobre o repasse em janeiro de 2024.
 
O estilo do prefeito, de “endurecer” em negociações para arrancar resultados acabou poupando os vereadores de encarar um problema indigesto, já que os servidores chegaram a se mobilizar para pressioná-los a não aprovar a redução do repasse.
 
Flori foi visitado pelos vereadores Wilson Tabalipa (PSC), Vívian Repessold (PP), Zezinho da Disagua (PSD) e Zeca da Discolândia (PSD) mais cedo, na prefeitura.  Os parlamentares viabilizaram os primeiros entendimentos para o acordo, que acabou se concretizando.