Vivian Repessold afirmou que os médicos que estão ali não têm condições de atender a demanda na unidade de saúde
 
Ex-aliada que virou uma das mais ferrenhas opositoras do prefeito Eduardo Japonês (PSC), de quem chegou a ser secretária de Educação em Vilhena, a vereadora Vivian Repessold (PP) tem intensificado os ataques e apontado falhas na gestão do mandatário nos últimos meses.
 
Ao mesmo tempo em que dispara cutucadas contra Japonês, a parlamentar mostra, em publicações em seu perfil no Facebook, uma aproximação com a família Donadon, e há boatos de que o sonho dela seria ocupar a vaga de vice na chapa de Rosani em 2024.
 
Na sessão desta terça-feira, 10, da Câmara Municipal, quando mais de R$ 3.5 milhões foram aprovados em recursos para a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Vivian teceu duras críticas à gestão de Japonês pela condução da Pasta pela qual, segundo ela, já passaram seis secretários e o sétimo, José Aparecido, acabou de assumir o cargo.
 
“Eu não sei se eu dou os meus parabéns ou os meus pêsames para o novo secretário que está assumindo. Porque, sinceramente, na pele dele agora eu não gostaria de estar. Onde várias denúncias estão sendo levantadas dentro da Saúde”, disse a vereadora.
 
Na sequência de sua fala, Repessold direcionou o seu foco para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para onde foi redirecionado o pronto-socorro desde que se iniciou a reforma do Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira.
 
“As pessoas já estão morrendo, e agora é que nós ficamos atentos às mortes que estão acontecendo aqui em Vilhena. Aquele matadouro que virou a UPA. Aquilo ali é um matadouro. Aquilo ali não é um pronto-socorro, não é um lugar de atendimento; aquilo ali virou um lugar pra matar gente”, verbalizou antes de concluir: “porque os médicos que estão ali não têm condições de atender a demanda gigante que está ali. E nós com o Hospital Regional do jeito que está, desestruturado, sem atenção, totalmente abandonado”, apontou.