Álvaro Vilhena morreu doente e na pobreza, em 1904
Desconhecido na própria cidade à qual empresta seu nome, o engenheiro maranhense Álvaro de Mello Coutinho de Vilhena será um dos personagens mostrados no livro que está sendo escrito pelo historiador Júlio Olivar, que já foi superintendente de Turismo e secretário de Educação em Rondônia.
O escritor está coletando dados para compor perfis de outros vultos históricos que passaram pela maior cidade do Cone Sul de Rondônia, incluindo o mais ilustre deles: o marechal e sertanista Mariano Cândido da Silva Rondon.
Para ilustrar sua obra, ainda sem data a ser lançada, Olivar foi ao Rio de Janeiro, e visitou o Cemitério São João Batista, onde está sepultado, há quase 120 anos, o engenheiro que morreu de câncer em 1904. Ao descobrir a doença, ele chegou a fazer uma rifa de seu piano para tentar se tratar na Europa.
Apesar das boas relações que mantinha com políticos, cientistas e a cúpula do serviço público no Rio de Janeiro, Álvaro Vilhena morreu na pobreza.
O nome de Vilhena para batizar o posto telegráfico implantando por Rondon aconteceu cinco anos após a morte do homenageado. O velho sertanista, que havia sido colega de Vilhena nos Telégrafos, achou que ele merecia ser lembrado. E a pequena vila que se formou ao redor do posto acabou se desenvolvendo, mantendo o nome original
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 02 de Maio de 2022, às 09:42