Vereadores que se manifestaram contra a matéria foram vaiadas
 
Um grupo de manifestantes que não aceita o resultado da eleição presidencial de outubro deste ano participou da sessão legislativa desta terça-feira, 06, da Câmara Municipal de Vilhena, para acompanhar a votação da moção de protesto ao contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, proposta pelo vereador Dhonatan Pagani (Podemos).
 
A moção de protesto, pautada de última hora, ritual que é veemente e constantemente criticado pelo vereador, foi incluída na pauta com pedido de urgência com a justificativa de que não haveria tempo hábil para a tramitação normal do processo antes do recesso de final de ano do Legislativo.
 
O FOLHA DO SUL ON LINE apurou nos bastidores da Câmara que a moção não foi bem aceita pelos vereadores, que viram a ação de Pagani como oportunista. Mas, o parlamentar não recuou e levou a proposta à pauta.
 
Em plenário, apenas as vereadoras Clérida Alves (Avante) e Professora Vivian Repessold (PP) se manifestaram contrárias a moção de protesto e foram hostilizadas pelos insatisfeitos.
 
Também nas redes sociais, postagens contra as duas parlamentares foram feitas. Uma das peças (IMAGEM SECUNDÁRIA) chama Vivian e Clérida da “comunistas” e pede que elas sejam boicotadas por “não apoiar o povo de direita em Vilhena”
 
“Não está em nossas mãos o poder de punir o STF. Só quem pode fazer isso é o Senado. Por isso eu sou contrária ao requerimento de urgência e a aprovação da moção”, declarou Clérida Alves, sob forte vaia e gritos dos manifestantes. O presidente da Câmara, vereador Samir Ali (Podemos) teve dificuldades para manter a ordem no plenário.
 
Em seu discurso, Dhonatan Pagani afirmou que Vilhena não está inovando ao propor uma moção de protesto direcionado ao Ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo ele, outras Câmaras de Vereadores já aprovaram matéria semelhante.
 
“Essa moção de protesto é uma indignação nacional por excesso do ministro em relação a romper essas quatro linhas da Constituição. Quando por ofício abre inquéritos e pune pessoas até com censura”, disse o vereador Pagani, que afirmou também que não estava ali para “defender somente uma bandeira política, mas sim uma questão Constitucional, uma questão legal, do estado democrático de direito. O juiz não pode por ofício abrir inquérito; juiz não pode por ofício censurar a opinião das pessoas. Isso não pode acontecer”.
 
A moção de protesto foi aprovada para comemoração dos manifestantes presentes (CLIQUE ABAIXO e assista vídeo mostrando o discurso de Pagani).