O deputado estadual Luizinho Goebel e o federal Leo Moraes marcaram presença na sessão
Servidores municipais lotaram o auditório da Câmara Municipal de Vilhena para a sessão extraordinária convocada pelo presidente do Legislativo Municipal para a apreciação da matéria que tratava do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) do funcionalismo municipal.
Promessa de campanha do prefeito Eduardo Japonês, o PCCS acabou virando uma novela. Esse enredo já vinha se arrastando há algum tempo e começou a se acirrar em março, quando a assessoria do Palácio da Parecis anunciou que, ao custo de R$ 29 milhões, o PCCS chegaria à Câmara naquele mês. O que até aconteceu, mas o projeto foi retirado de pauta e voltou ao Executivo.
No mês seguinte, em abril, após idas e vindas, a vereadora Vivian Repessold (PP), que é servidora municipal de carreira, esculhambou o prefeito e chamou de vergonhoso o PCCS enviado à Câmara. “Esse é o PCCS que na quinta-feira nos foi apresentado; depois foi retirado, depois colocado novamente. E os servidores da educação, principalmente, ainda se encontram sem saber o que exatamente esse plano traz de benefícios. Porque levou dois anos para ser construído por uma comissão fictícia. Uma comissão que não foi apresentada ao público para conhecimento de quem fazia parte”, denunciou na época.
Dias depois da sessão na qual a vereadora criticou a forma como vinha sendo conduzida a elaboração do PCCS, o Executivo convocou uma reunião para debater as solicitações levantadas pelos servidores, sindicato de vereadores.
Já no mês de maio, e ainda sem o Plano de Carreiras, Cargos e Salários chegar a Câmara, a vereadora Vivian volta a criticar o prefeito Eduardo Japonês (PSC) pela condução da elaboração do PCCS. E dirigiu críticas também ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Cone Sul – Sindsul (RELEMBRE AQUI).
Na segunda quinzena do mês de maio, o Sindsul convocou os servidores para um ato de repúdio pela demora na entrega do PCCS à Câmara Municipal.
Finalmente, no início de junho, o PCCS foi entregue à Câmara Municipal de Vereadores e, após ser lida na primeira sessão ordinária do mês de junho, a matéria foi analisada pelas comissões que puderam propor emendas ao texto original. O presidente da Casa de Leis, vereador Ronildo Macedo (PSC), convocou uma sessão extraordinária para a note desta quinta-feira para apreciação do PCCS.
Ontem, diante de um auditório lotado por servidores, os vereadores votaram primeiro as emendas feitas ao texto original e depois, sem votos contrários dos 11 parlamentares presentes, já que foram registradas as ausências de Ademir Alves e Pedrinho Sanches, os edis aprovaram o PCCS dos servidores municipais arrancando aplausos dos presentes.
Outra ausência notada foi a do prefeito Eduardo Japonês, que tem se mantido afastado da Câmara Municipal. Mas, a sessão contou com as presenças do deputado Estadual Luizinho Goebel (PSC), que recebeu vaias ao discursar; e do deputado Federal Léo Moraes que não recebeu a mesma hostilidade que Goebel.
Vaias também ao vereador Dhonatan Pagani, que teve dificuldades para mostrar slides com informações sobre o orçamento do município que revelavam discrepâncias entre a previsão orçamentária e o que o município realmente arrecada.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 10 de Junho de 2022, às 10:06