“Custava terem mais cuidado antes de agir?”, questiona Bombinha, que teve casa exposta
 
Alvo de uma operação conjunta entre as polícias Civil e Rodoviária Federal realizada ontem em Vilhena, o servidor público Roberto Pedroso, que trabalha há mais de 30 anos na prefeitura, procurou o FOLHA DO SUL ON LINE para classificar como “absurda” a entrada de agentes policiais dentro de sua casa.
 
Detalhes da ação, que investiga fraudes na documentação de veículos, foram revelados em nota emitida pela PRF e veiculada no FOLHA DO SUL ON LINE. As investigações contra uma organização criminosa acusada de roubos de cargas e sequestros de caminhoneiros, entre outros crimes, começaram em Goiás e avançaram em outros sete Estados do Brasil (ENTENDA AQUI).
 
Pedroso, conhecido em toda a cidade como “Bombinha”, contou o que teria levado a polícia ao erro que acabou expondo sua residência e gerando o constrangimento que enfrenta, ao ter que responder por um crime do qual não participou.
 
Na redação do site, Roberto mostrou o Boletim de Ocorrência que ele registrou na própria Polícia Civil em 2017, após descobrir que seu CPF havia sido “clonado”. Ele tomou conhecimento de que o documento havia sido usado por criminosos ao tentar fazer compras em uma loja de Vilhena.
 
Informado que estava “negativado por” nos serviços de proteção ao crédito causa de um débito de mais de R$ 9 mil na Receita Estadual de São Paulo, o vilhenense descobriu que dois caminhões haviam sido comprados em nome dele. O IPVA de ambos veículos chegou a atingir uma dívida superior a R$ 20 mil.
 
Indignado por ter sido vítima de golpistas, e mesmo assim precisar responder pelos atos da quadrilha investigada, o servidor desabafou: “fizeram fotos e vídeos da minha casa e divulgaram como se eu fosse bandido. Amigos e vizinhos reconheceram o imóvel pelas imagens e eu fiquei como marginal. Custava terem mais cuidado antes de agir?”, questiona.
 
Da casa de Roberto, os policiais saíram levando um celular, no qual havia informações importantes, além de uma agenda, onde o servidor anotava até senhas. “Agora vou ter que lutar para recuperar esses objetos, que serão levados para Goiânia”, finalizou.