Com exatidão, no momento não é possível saber qual foi a votação atingida pelo ex-prefeito Melki Donadon (PTB), que disputou, neste domingo, 07, concorrendo “subjudice”, a eleição municipal em Vilhena. Em virtude da decisão do TSE de computar como nulos os votos do petebista e do radialista Júlio César da Silva (PSOL), que também concorreu com o registro da candidatura indeferido, só se pode chegar ao placar do pleito através de deduções.
Vilhena tem 53.373 votantes, dos quais 10.688 (20,41% ) deixaram de ir às urnas. Do total do eleitorado, 18.059 votos foram considerados nulos (aí incluídos os sufrágios de Melki e Júlio). De acordo com o site do TSE, foram dados 732 votos em branco.
Para se chegar ao desempenho de Melki é preciso dois “chutes”. O primeiro diz respeito à votação de Júlio. O outro é quanto ao número de votos realmente anulados. Considerando-se que o candidato do PSOL tenha atingido 1% (segundo previam as pesquisas) dos que foram às urnas, ele teria alcançado 416 votos. Já os eleitores que simplesmente anularam o voto, tomando-se por base a cidade de Cacoal, que tem 5 mil votantes a mais, onde 5,43% desperdiçaram a escolha, eles seriam, em Vilhena, portanto, 2.263 sufrágios descartados.
Assim, o cálculo extra-oficial seria o seguinte: 41.685 votos, menos 732 brancos, menos 416 de Júlio Silva, menos 3.245 de Luizinho Goebel (PV), menos 2263 nulos, menos 19.649 do prefeito Zé Rover (PP). Logo, o que sobrou (15.380 votos) seria o montante alcançado por Donadon.
Em percentuais de votos válidos, desconsiderando brancos e anulados pelos eleitores, o placar seria esse: Rover (50,7%), Melki (39,75%), Luizinho (8,38%) e Júlio César (1%). O total daria 99,81%, o que se justificaria pelos percentuais “quebrados” da soma. Esse, porém, é bom deixar claro, não é um cálculo exato.