Acostumado a polêmicas, o empresário Ademilson de Gouveia, o Nino da Funerária, que concorreu a vereador pelo PSC, deu uma declaração bombástica ao FOLHA FDO SUL ON LINE na tarde desta segunda-feira. Sem meias palavras, o agente funerário disparou: “A maioria dos que chegaram à Câmara comprou voto e pagou caro”, revela, fazendo a seguinte ressalva: “Pelo menos foi isso que percebi nas conversas com gente que aceitou dinheiro para ir às urnas”.
Segundo Nino, já na sexta-feira, quando alguns dos eleitores que iriam lhe dar o voto começaram a sumir, ele percebeu que não dava para vencer. “Avisei à minha família que não havia como competir com candidatos que chegavam a pagar até R$ 100 por cada voto”, acusa.
O empresário diz que se disputasse a eleição contra os novos vereadores, concorrendo sem a influência do dinheiro, estaria na Câmara. “Quero ver essa gente fazer os 324 votos que fiz sem pagar aos eleitores”, diz, sem citar nomes, mas referindo-se aos vencedores.
Nino diz que a Polícia Federal, que deveria ter coibido a corrupção eleitoral no dia da votação, não dispunha de efetivo suficiente para combater a prática, que acontecia nos quatro cantos da cidade. “Infelizmente isso virou um hábito: tanto eleitores quanto candidatos acreditam que só é possível vencer se houver a compra de votos”, revela.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 15 de Outubro de 2012, às 15:51