O ex-prefeito de Cabixi, José “bau” Barroso (PSDB) entregou esta semana, no Ministério Público de Colorado do Oeste, um dossiê contendo uma série de denúncias contra a Câmara de Vereadores. Entre as acusações feitas pelo tucano, destaque para a nomeação de dezenas de pessoas para cargos comissionados. Antes, Bau também já havia denunciado irregularidades na Prefeitura.
No caso da nomeação de assessores em cargos comissionados, tanto na Câmara quanto na Prefeitura de Cabixi, a conseqüência pode ser drástica: caso se comprove o crime eleitoral, a justiça pode anular a votação, na qual o atual prefeito, Izael Dias Moreira (PTB) concorre como candidato único.
Barroso diz ter provas de que, dos atuais candidatos a vereador, boa parte conseguiu pendurar parentes na folha de pagamentos do Executivo e do Legislativo cabixienses. O mais grave, no entanto, seria o fato de que estas pessoas teriam sido chamadas no período eleitoral, quando a lei proíbe expressamente as nomeações.
O Ministério Público deve começar a investigar o caso e há a possibilidade, embora o órgão não tenha se pronunciado, de que sejam feitos pedidos de impugnação de várias candidaturas, inclusive a do prefeito Izael.
ESQUEMA – Outra acusação feita pelo ex-prefeito diz respeito a um suposto esquema de favorecimento na execução de obras em Cabixi. Munido de documentos, Bau diz estar preparado para sustentar na justiça todas as acusações que faz. “Existe, sim, um mensalão nos dois poderes de Cabixi”, desabafa, alegando que parte dos supostos desvios estariam beneficiando autoridades locais.