Comerciante de Cerejeiras publicou informações sobre fazenda embargada
 
Em grupos no WhatsApp, fervem as discussões sobre a ação da Polícia Federal realizada ontem para combater a grilagem de terras no Cone Sul de Rondônia. O alvo desta primeira investida foi a empresa Masutti, gigante do agro com operações em Rondônia e Mato Grosso (ENTENDA AQUI).
 
A fazenda do grupo, embargada por decisão judicial, se chama “Brasil Fronteira”, tem 34 mil hectares e fica na cidade de Pimenteiras do Oeste. Segundo publicou hoje em rede social um comerciante de Cerejeiras, a propriedade pertencia ao Grupo Parizoto, cujo dono morreu em um acidente de avião na própria fazenda, em 1982.
 
No mesmo desastre aéreo que matou o empresário Rubens Parizoto morreu também o gerente dele, Toninho Campo Grande, que hoje dá nome ao Parque de Exposições de Cerejeiras.
 
Após o falecimento de Parizoto, a área foi vendida ao também empresário Roberto Caldas, que foi dono do frigorífico que funcionava onde hoje atua o JBS Friboi, em Vilhena. A terra, segundo a publicação do comerciante, ficou arrendada para outra pessoa até ser adquirida pelos Masutti, cerca de 05 anos atrás.
 
Nas discussões no aplicativo, é mencionado um advogado que teria sido o responsável por denunciar as ilegalidades que levaram à ação da Polícia Federal. O nome do profissional do Direito, no entanto, não é revelado nestas conversas.
 
O FOLHA DO SUL ON LINE vai publicar, ainda hoje, informações exclusivas sobre como funcionava o esquema investigado pela Polícia Federal e que pode atingir outros fazendeiros do Cone Sul.