A vereadora Valdete Savaris pode ser punida por seu próprio partido em virtude de seu posicionamento durante a disputa pela presidência da Câmara de Vilhena. O PPS, legenda pela qual a parlamentar se elegeu para exercer seu primeiro mandato, deve se reunir em breve para definir qual será a penalidade aplicada à vereadora.
Valdete deixou de se eleger vice-presidente do Legislativo na chapa do vereador Jairo Peixoto (PP), para se aliar a Júnior Donadon (PMDB), considerado de oposição. O argumento dos que defendem a punição é que o PPS perdeu espaço porque Valdete não seguiu a orientação da sigla, que havia recomendado o voto em Peixoto.
A vereadora não corre risco de ser expulsa, mas poderá sofrer advertência pública pelo gesto, considerado “traição”. A expulsão só aconteceria se o diretório da agremiação tivesse se reunido e oficializado a orientação de voto.
De qualquer forma, a relação da edil com os colegas locais tende a azedar, mesmo sem a adoção de medidas mais radicais. Caso ela se sinta constrangida pelas cobranças, poderá se sentir tentada a deixar a legenda. Neste caso, porém, a justiça entende que o mandato é do partido e não da pessoa.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 28 de Fevereiro de 2013, às 09:58