Credores do empresário Natalino Reginatto, que foi embora de Vilhena no dia 14 de fevereiro e até agora não manteve mais contato com ninguém na cidade (nem mesmo com a própria família) procuraram a Polícia Federal com o objetivo de localizá-lo. A PF não dá detalhes sobre a suposta investigação, mas uma pessoa que tem conhecimento do caso disse ao FOLHA DO SUL ON LINE que há documentos comprovando que o comerciante, dono de um tradicional supermercado no centro da cidade, estaria na Europa.
A fonte ouvida pelo site revela que Natalino renovou o passaporte recentemente. Ele teria passado pela Itália e as faturas dos gastos com seus cartões de crédito começaram a chegar no endereço do mercado, atualmente comandado pela esposa e o enteado do empresário. Foi através destas operações que os parentes descobriram seu itinerário, mas ninguém sabe dizer ao certo onde ele está no momento. De acordo com o que foi levantado até agora, Reginatto teria embarcado num vôo de Cuiabá (MT) para Guarulhos (SP) e, de lá, seguido para o exterior.
Conforme pessoas próximas à família, Natalino teria deixado na cidade dívidas de cerca de R$ 1 milhão, incluindo empréstimos bancários. Boa parte destes débitos são pessoais, ou seja, nada tem a ver com a empresa. Nestes casos, os credores devem tentar receber junto ao próprio devedor. Somente os títulos em nome do supermercado serão honrados pelos familiares do varejista.
Muitos dos que fizeram empréstimos ao comerciante acreditavam que ele retornaria à cidade após resolver problemas familiares em Santa Catarina, para onde dizia que iria viajar. Em muitos casos, as dívidas foram feitas junto a agiotas, através da troca de cheques de terceiros com a cobrança de juros.