Na manhã desta terça-feira, 19, o que parecia ser uma sessão tranqüila da Câmara de Vilhena, acabou descambando para uma discussão acalorada entre os parlamentares.
Em um aparte pedido à vereadora Maria José da Farmácia, que em seu discurso afirmou faltar planejamento ao Executivo, o estreante Jairo Peixoto (PP) saiu em defesa da administração do prefeito Zé Rover, do qual é aliado e correligionário, e insinuou que o surgimento do bairro Cristo Rei ocorreu de maneira desordenada e com fins eleitoreiros. “Infelizmente, no passado, algumas pessoas, para se eleger, incentivaram invasões e Vilhena cresceu desordenada”, disse. Ele disse ainda que as administrações anteriores deixaram a desejar.
Junior Donadon (PMDB) pediu a palavra e discordou do colega quanto à organização do Cristo Rei. “O bairro tem ruas largas, e sua avenida principal é outro centro da cidade”, disse Donadon, continuando: “Essa administração tem que parar de por a culpa nas gestões anteriores e começar a trabalhar, afinal já são cinco anos”, concluiu.
Os dois alimentaram uma discussão neste eixo até que foram interrompidos pelo presidente da casa, o vereador Vanderlei Graebin (PSC) que devolveu a palavra a vereadora Maria José da Farmácia.
O revide de Donadon obedece a questões familiares: o Cristo Rei, embora implantado na gestão do prefeito Ademar “Marcol” Suckel, explodiu em tamanho e população, quando Melki Donadon (primo do vereador peemedebista) transferiu-se para Vilhena para disputar as eleições de 1996. Na época, várias pessoas que tinham cargos em seu governo na cidade de Colorado do Oeste, acabaram acompanhando-o após sua renúncia por lá, em troca de terrenos de graça no bairro.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 19 de Novembro de 2013, às 17:43