Parlamentares alegaram que lei apresentada por Flori é inconstitucional
 
A greve dos professores, deflagrada há duas semanas, ainda nem foi encerrada oficialmente e já há uma nova queda de braço entre o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos) e o Sindsul, que representa os servidores municipais. Desta vez, a batalha de versões envolve o pagamento do piso aos professionais de enfermagem.
 
No início do mês passado, o FOLHA DO SUL ON LINE noticiou uma ação do sindicato, que convenceu os vereadores a derrubar o regime de urgência pedido por Flori em relação a uma proposta que ele havia enviado para a Câmara (CONFIRA AQUI).
 
A matéria previa que o novo piso da enfermagem seria pago imediatamente, tão logo recursos da União fossem repassados ao município. O Sindsul emitiu nota criticando a proposta e os vereadores a rejeitaram, devolvendo-a para Flori, alegando se tratar de proposta inconstitucional.
 
O site manteve contato com a vereadora Vivian Repesssold, e ela confirmou ter votado contra o projeto que, segundo avalia, é ilegal. O site também ouviu o presidente da Câmara, Samir Ali (Podemos), que mandou para o site o parecer da Procuradoria da Casa apontando a inconstitucionalidade da lei enviada por Flori (CONFIRA AQUI, na íntegra).
 
Já Flori garante que a proposta que ele enviou à Câmara é legal e estaria, inclusive, em conformidade com decisões recentes do STF sobre a remuneração dos profissionais de saúde.
 
O prefeito alega que recebeu uma cartilha da Advocacia Geral da União (AGU) orientando sobre como pagar o piso da enfermagem e que seria, segundo ele, mais desvantajosa para a categoria do que a lei rejeitada pelos vereadores (CLIQUE AQUI e leia a cartilha na íntegra).
 
“Falaram que estava errado, etc, etc, etc... mas veio a cartilha e disse o que eu estava dizendo. Agora o dinheiro chegou e a lei está parada”, argumentou o prefeito.