“Esse modelo novo aqui no Estado de Rondônia irá passar nos próximos dias por um teste de fogo”
 
A direção da Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, responsável por gerir unidades de saúde na cidade, com a presença do Secretário Municipal de Saúde e do prefeito de Vilhena, além de outras autoridades ligadas ao segmento, reuniu a imprensa na manhã desta quinta-feira, 17, para divulgar os resultados dos seis meses de atuação da entidade frente ao Hospital Regional de Vilhena, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Instituto do Rim de Rondônia (IRR).
 
O médico Ivan Barbieri, diretor da Santa Casa de Chavantes, detalhou os números dos seis meses de atuação da entidade à frente da Saúde Municipal, em comparativo com o mesmo período do ano passado, antes da chegada da Chavantes. 
 
Conforme Barbieri, a equipe multiprofissional do Hospital Regional, que antes era de 341 profissionais, hoje é de mais de 600. Também houve aumento na UPA, que saiu de 65 para mais de 100 profissionais; e no IRR,  que antes empregava 23 e quase dobrou os profissionais que atuam ali.
 
Conforme Barbieri, o tomógrafo, que parecia estar sempre quebrado, está em funcionamento e zerou a fila de pessoas que aguardavam pelo exame. O mesmo aconteceu com o Laboratório Municipal de Vilhena, que antes fazia agendamento no início do mês para o mês todo, e que agora não precisa mais de agendamento. “A gente passava aqui no dia 1º ou 2 de cada mês e eram centenas de pessoas na frente do laboratório para agendamento. Hoje atendemos das 07 às 17 horas, é só apresentar o pedido e o Cartão do SUS e colher o material para exame”, apontou o médico, que afirmou ainda a Chavantes também comprou equipamento de contraste e Raio-X portátil.
 
Em outro trecho, Barbieri falou sobre cirurgias. Ele disse que o primeiro passo foi otimizar a equipe. “Hoje o Hospital Regional faz uma diversidade de cirurgias, e se tudo der certo, vãos começar a realizar vídeocirurgias, que são menos invasivas, o paciente se recupera mais rapidamente e fica menos tempo no hospital”, ponderou.
 
Ainda sobre cirurgias, o diretor falou sobre a mais comum delas, pelo menos em Vilhena, que á a ortopédica. “Antes os pacientes que precisavam de uma cirurgia ortopédica ficavam no Hospital Regional por 30/40 dias aguardando um vaga em Cacoal, e lá precisava ficar mais alguns dias. Quando assumimos percebemos que tinha tudo no hospital para a realização das cirurgias, mas não faziam. Hoje, em 97% dos casos operamos no Hospital Regional”, assegurou.
 
Outro ponto que Barbieri tocou foi em relação a cozinha do HRV. “Quando assumimos, a comida era feita na igreja, vizinha ao HRV. Ampliamos e reorganizamos a cozinha e hoje servimos uma alimentação adequada e de ótima qualidade aos pacientes”, afirmou o diretor, que assegurou que dos cerca de 90 apontamentos feitos pela Agevisa, um deles resultou no fechamento da lavanderia do HRV, mas a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes já solucionou 70 deles.
 
Por fim, o diretor falou por mais de uma hora e apresentou melhorias em todos os setores administrados pela Santa Casa.
 
Ao final da apresentação do diretor da Santa Casa, o prefeito Delegado Flori (Podemos) tomou a palavra e disse que o modelo que ele adotou para a saúde tem se mostrado, na sua análise, mais eficiente no atendimento à população do que o anterior.
 
“Esse modelo novo aqui no Estado de Rondônia irá passar nos próximos dias por um teste de fogo. O Tribunal de Contas irá analisar um detalhe que dirá se esse modelo pode continuar ou ele deve ser retirado e o município voltar ao modelo anterior. Esse detalhe é se os funcionários das entidades filantrópicas contratados entram ou não no índice de folha da prefeitura. O Ministério Público de Contas do Estado de Rondônia, através do seu procurador geral, pediu liminar, inclusive, para que a Prefeitura de Vilhena passe imediatamente contabilizar esses novos 500 contratados que estão atuando na saúde como índice de folha. “Vamos fazer uma defesa com base no entendimento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e do Tribunal de Contas da União (TCU) que têm entendimento contrário ao MPC-RO, porque se o conselheiro entender que os contratados pela Santa Casa entram no índice de folha, a Santa Casa será imediatamente retirada, porque nós não temos índice de folha”, declarou Flori.