Evento que confirmou nome do Delegado Flori foi prestigiado por centenas de pessoas
Em uma cerimônia com a presença de centenas de pessoas que lotaram o auditório do Espaço Sicoob Credisul, em Vilhena, foi oficializada ontem a pré-candidatura a deputado federal do Delegado Flori (Podemos). Participaram do evento o também pré-candidato a estadual Luiz Paulo Batista (PP), o pré-candidato ao governo de Rondônia, Léo Moraes (Podemos), a pré-candidata ao Senado, Jaqueline Cassol (PP), e os pré-candidatos a uma cadeira no legislativo estadual Cris Del Pino e Nilton Maranhão, ambos do PMN, e Dhonatan Pagani, do Podemos.
Secretário estadual do PP, Luiz Paulo Batista, fez um discurso breve e se referiu assim ao Delegado Flori, pré-candidato a deputado federal: “O Flori conheço pessoalmente há tão pouco tempo, mas conheço a sua história junto a Polícia Federal. E pensei: por que um homem que faz parte de uma instituição como a PF quer colocar o nome dele a disposição e participar de um ambiente do qual as pessoas têm tanto ojeriza, e por vezes com razão, porque lá tem pessoas boas, mas infelizmente tem uma leva que não tem compromisso e seriedade com a população. Então, quando eu ouvi ele falar que é pré-candidato a deputado federal, pensei: futuro candidato aqui no Cone Sul o senhor tem o meu apoio pra somar e se Deus quiser chegar a Câmara dos Deputados”, disse.
O tema da retomada pelo Estado do Hospital Regional de Vilhena uniu o trio que pretende concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia. Maranhão, Del Pino e Pagani defenderam que o Estado assuma a unidade e pediram a Leo Morais o compromisso de, sendo eleito, buscar maneiras de isso acontecer. O trio externou também o apoio a pré-candidatura de Flori.
Jaqueline Cassol comemorou a pré-candidatura de Cris Del Pino a Assembleia de Rondônia e certificou que o Delegado Flori é o nome certo para representar Vilhena e o Cone Sul e Rondônia na Câmara Federal. “Nós, mulheres, somos 52% do eleitorado, e elegemos menos de 15% de mulheres. Mas, isso tem mudado. E eu fico muito feliz porque hoje mulher apoia mulher, mulher incentiva mulher, mulher não julga mulher e, além das mulheres votarem em mulher, os homens também estão votando em mulher”, disse.
Em outro trecho, ela afirmou: “Eu não tenho dúvida de que o nome do Delegado Flori é o certo para a Câmara Federal por Vilhena. E eu tenho orgulho de estarmos juntos e podermos lutar pelo Cone Sul, porque faz diferença, sim, ter um deputado na cidade. Eu consegui destinar R$ 16 milhões para Vilhena, mas quando o deputado é da cidade, e da região, consegue trazer muito mais. Então, vilhenenses, não deixem que os paraquedistas de fora venham tirar votos e depois não tenham compromisso com a cidade de vocês”.
O pré-candidato a cadeira do Palácio Rio Madeira, Léo Moraes, afirmou que o maior patrimônio de um Estado e de uma região é o seu povo, a sua gente. Sobre saúde, em resposta à proposta de entregar o Hospital Regional ao Estado, Moraes disse: “o ideal e descentralizar a saúde, é regionalizar a saúde, é trazer sim a média e alta complexidades para serem atendidas aqui; e também a complexidade básica, as eletivas e as especialidades, levar a outras cidades do entorno de Vilhena, para gente evitar afogar o Regional”, apontou.
“Os erros na política acontecem quando as pessoas se acomodam, quando elas estão numa sala climatizada e não entendem qual é o problema regional e local. É preciso arregaçar as mangas. E o Flori tem esse perfil. É um delgado da Polícia Federal que abre mão da sua atribuição, do seu desiderato para se colocar à disposição. E a gente tem que agarrar com unhas e dentes, porque uma pessoa que se propõe a isso, que tem um potencial, que é preparado, e que pode representar muito bem não apenas a região, mas também Estado de Rondônia, caramba! A gente tem tudo o que todo mundo gostaria de ter. Então é lógico que a gente abrace a causa do Delegado Flori e sermos um multiplicador desse projeto”, ponderou o pré-candidato a governador.
Depois das falas dos colegas presentes, um breve vídeo contou a história de Flori Júnior, com menções aos seus pais, a atuação como advogado, e aos feitos como delegado da Polícia Federal, como por exemplo, a operação que levou a prisão, em Vilhena do prefeito, do vice, secretários municipais, vereadores e empresários.
Ao iniciar seu discurso, Flori citou os diversos segmentos da sociedade presentes no evento. “Eu vejo aqui o que é a sociedade, e que eu sou, que é uma pessoa comum”, ponderou, antes de continuar: “Eu vim aqui hoje pedir que os senhores encarecidamente me escutassem, porque eu quero falar quem é o Flori. O Flori é cristão, filho de uma judia. O Flori é servidor público, gosta da polícia, não quer a ‘bandidolatria’ que hoje nós temos no país. O Flori é a favor da legítima defesa armada. É a favor da tolerância entre as pessoas. É a favor da diminuição dos impostos. O Flori é a favor do diálogo, não esperem de mim nenhum tipo de fanatismo ou extremismo. Se eu for eleito, vou ser esse aqui. E os senhores me encontrarão, com grande vantagem para o Cone Sul, em supermercados, nas farmácias e poderão me cobrar”, pronunciou.
Flori ressaltou também a importância de Vilhena e o Cone Sul terem um representante da Câmara Federal. Ele lembrou que o último representante da cidade em Brasília, vergonhosamente saiu algemado do Congresso Nacional. “Isso somado ao que os senhores viram é que me fez tentar uma vaga no Congresso nacional. Um certo dia, num domingo, acordei e fui ver as notícias, como todo mundo faz. E vi três candidatos a deputados por Rondônia, que tinham sido presos pela Polícia Federal, em operações que participei. Eu fui tomado primeiramente por uma revolta, não é um bom sentimento, mas foi bem isso. Eu pensei, então eu vou também ser candidato. Nem que eu tenha que ir lá na cidade dessa gente, para falar umas verdades e as pessoas que tem algum tipo de brio, algum tipo de honra possam vir a falar: não vou votar no rato, vou votar na ratoeira”, ponderou.
Em outro trecho, Flori evidenciou que ele não tem nenhuma conexão com o passado político da cidade. “Eu posso verdadeiramente, daqui pra frente, cuidar dos interesses da população, sem cuidar dos interesses de famílias. Nós, repetidamente, estamos vindo de 40 anos de enganação. Quando não sai candidato o pai, sai a mãe; sai o esposa, a esposa, o papagaio, o cachorro; sai o sogro, a sogra. Não é possível que a sociedade vilhenense, o Cone Sul, e Rondônia, não tenham mais ninguém com meritocracia. É preciso romper com isso para que a gente possa ir pro futuro”, ponderou.
“Temos notícias, para os senhores terem uma ideia, de vereadores que chegam no gabinete de outros deputados federais, e quando revelam que são de Vilhena, a afirmação do deputado é: lá eu dou meu jeito. O jeito, eu vim contar hoje pros senhores com coragem, o jeito é pegar pessoas que não tem nenhuma chance de eleição, fazer ele ser candidato, o sujeito pega um tanto de votos daqui de Vilhena e entrega na coligação ou no partido do deputado bonitão, e sujeito é eleito, nós somos vendidos igual gado em piquete, e depois ninguém nem olha mais. Faltou falar: ‘não me venham aqui porque la em Vilhena eu compro os votos que eu preciso’”, apontou.
Por fim, Flori afirmou que o segundo aspecto que o levou a ser pré-candidato foi que ele pudesse representar o Cone Sul. “Lógico que o deputado federal deve trabalhar para todos o municípios, mas claro que há predileção para a sua região”, disse, antes de continuar: “e a terceira coisa, é que há uma possibilidade real de ser eleito. O Léo nos deu essa oportunidade, montando uma nominata na qual quem fizer um feijão com arroz vai levar. Afinal, nós não temos nenhum rico, nós não temos nenhum famoso, nós não temos nenhum deputado com mandato concorrendo. Aqui há verdadeiramente uma condição de ser eleito. Eu fico muito contente em poder ocupar essa posição, porque não vim aqui olhar para a cara dos senhores pra fazer uma promessa vã ou impossível”, concluiu.
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 11 de Junho de 2022, às 15:20