Delegado Flori classificou situação como disputa entre “a ratoeira e o rato”
Condenado a 2 anos e 11 meses de cadeia, mais 15 dias-multa em fevereiro deste ano, o deputado estadual José Clemente (MDB), o Lebrão, o mais votado em 2018, mantém sua candidatura a deputado federal no pleito de outubroeste ano. A pena, no entanto, foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de 10 salários mínimos
Denunciado pelo Ministério Público Federal e condenado por falsificação ideológica, devido à emissão de quatro ATPFs (Autorização de Transporte de Produto Florestal) pela empresa Indústria e Comércio de Madeiras Clemente Ltda, da qual é sócio, Lebrão garante que as decisões não têm efeito na Justiça Eleitoral e, portanto, ele estaria apto a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados no pleito deste ano.
Caso consiga participar da disputa eleitoral, Lebrão enfrentará, concorrendo ao mesmo cargo, ninguém menos o delegado da Polícia Federal Flori Júnior, que o flagrou recebendo propinas em sacolas de dinheiro. A filha dele, Gislaine Lebrinha (MDB), ex-prefeita de São Francisco do Guaporé, candidata a deputada estadual, também aparece nas filmagens embolsando a grana ilegal (LEMBRE AQUI).
No lançamento de sua pré-candidatura em Vilhena na semana Passada, o Delegado Flori mencionou a situação, mas sem citar nomes, ao dizer que os rondonienses terão a oportunidade de escolher entre votar “no rato ou na ratoeira” que flagrou o roedor em ação (LEMBRE AQUI).
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 16 de Junho de 2022, às 10:53