O universitário Natan Donadon Júnior, o Natanzinho, ligou na manhã de ontem (quarta-feira, 02), para a redação do FOLHA DO SUL ON LINE a fim de transmitir um agradecimento do pai, que está preso no complexo da Papuda, em Brasília.
O deputado Natan Donadon se disse grato pelo fato de o veículo ter publicado reportagem recente, mostrando que foi vítima de uma arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal, que o condenou por crimes cometidos na época em que era diretor financeiro da Assembleia Legislativa de Rondônia, nos anos 90.
O site mostrou que, ao julgar três casos similares, apenas ao vilhenense, que renunciara ao mandato em 2010, não fora dado o direito de passar a ser julgado na primeira instância. Quando o ex-governador da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima, também deputado federal na época, abriu mão do cargo, às vésperas de enfrentar a Corte, as acusações contra ele foram enviadas pela a Vara Criminal de João Pessoa (PB).
No mês passado, em situação bem parecida, o deputado mineiro Eduardo Azeredo (PSDB) também renunciou quando ia ser julgado no Supremo e, com isso, a ação contra ela voltou para a primeira instância da justiça de Minas.
Natan, que recebeu cópia do material veiculado no site, confirmou que as duas decisões mostram que ele teria sido julgado de forma desigual. Conforme o filho, o congressista vilhenense está esperançoso com a revisão criminal que seus advogados já apresentaram no STF. “A expectativa é que o recurso seja julgado até o meio do ano”, explicou Natanzinho.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 03 de Abril de 2014, às 09:38