Terminou minutos atrás a entrevista concedida pelo ex-prefeito Melki Donadon (PTB), transmitida pela rádio Onda Sul FM. Conduzida pelo radialista França Silva, que concorreu a vereador pelo PTC, a atração rendeu pico de audiência, pois eram milhares os ouvintes interessados em ouvir o petebista falar sobre o resultado da eleição, na qual foi derrotado pelo prefeito Zé Rover (PP).
E Melki não poupou Rover: acusou-o de usar a “máquina pública” para se beneficiar na disputa. Segundo ele, Rover teria contratado centenas de pessoas, inclusive num período em que a lei não permitia, usando portarias como uma espécie de “compra de votos”. Estas mesmas pessoas teriam sido demitidas após o pleito, o que seria “uma enganação”, no entendimento do entrevistado. Donadon também disse que os dois concursos realizados pela atual administração deixaram um prejuízo de R$ 2 milhões aos cofres municipais, já que ambos foram anulados por suspeitas de fraude.
Entre as ações apontadas pelo ex-prefeito como prejudiciais à sua candidatura, ele destacou a distribuição de um panfleto, no dia da eleição, informando sua desistência em favor de seu ex-vice, Jandir Ferreira (PMDB). Melki disse que esse e outros gestos de Rover (cujo nome ele fez questão de não pronunciar) devem ser investigados “com rigor” pela justiça.
Donadon também criticou a situação da saúde local e insinuou que as aquisições de medicamentos estariam sendo superfaturadas. Noutra estocada, disse que Rover apenas conserva as ações de sua administração na área de Educação.
Ao final da entrevista, Melki admitiu que está recorrendo à justiça para punir “os abusos” cometidos pelo oponente. “Fiquei quatro anos quietinho, sem fazer nenhuma denúncia, mas agora vamos pedir que esses comportamentos sejam investigados”, anunciou, rerefindo-se às atitudes do prefeito que considera crimes eleitorais “gravíssimos”.
Melki também falou de um abaixo-assinado que vem correndo pela cidade e no qual os eleitores pedem a realização de uma nova votação. Não disse se tem alguma coisa a ver com a iniciativa, mas informou que assinou o documento.
Ao final do programa, o entrevistado falou de uma provocação que lhe teria sido feita por aliados de Rover: um caixão simbolizando o petebista circulou na festa da vitória do progressista no CTG, logo após a divulgação do resultado do pleito. “Ao invés de fazer isso, ele deveria era orar por mim, como faço por ele”, cutucou, sem perder o bom humor e acrescentando que não tem intenção de seu mudar da cidade.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 31 de Outubro de 2012, às 16:16