Colegas disseram que empresa não parou a produção, mesmo após o trabalhador sofrer queda
Na manhã de ontem (sexta-feira, 15), um venezuelano de 54 anos morreu após passar mal dentro das instalações do frigorífico Marfrig na cidade de Chupinguaia. Ele foi levado para o Hospital Municipal de Chupinguaia, onde já teria chegado sem vida.
Segundo apurou o FOLHA DO SUL ON LINE, o estrangeiro se queixou com a líder de seu setor, que não adotou o procedimento-padrão, que é ficar no lugar da pessoa que está passando mal para que ela vá ao ambulatório. Logo em seguida o homem caiu, batendo a cabeça em um suporte de bandejas antes de atingir o chão.
O venezuelano estava morando no alojamento do próprio Marfrig. Após um período curto de treinamento, para receber informações sobre as normas da indústria, ele havia iniciado suas atividades no dia anterior. Portanto, morreu no segundo dia de jornada.
Nenhum funcionário se queixou da falta de atendimento, mas colegas do homem se dizem chocados pelo de, mesmo após a queda dele, a produção não ter sido interrompida em nenhum momento. Nem mesmo a esteira onde ele trabalhava como auxiliar de produção foi desligada.
Após a contatação do óbito, o corpo do imigrante foi trazido para Vilhena e submetido a necropsia. O exame constatou que a causa da morte foi causada por um infarto fulminante.
O OUTRO LADO
O site questionou o Marfrig sobre o episódio, e a indústria enviou a seguinte nota à redação: “Com pesar que a Marfrig (Unidade de Chupinguaia) informa que, em 15/09/2023, houve o falecimento de um colaborador de causa natural (infarto). No momento do ocorrido foi prestado todo o atendimento pelo corpo médico da unidade e remoção imediata do colaborador ao hospital. A Marfrig vem prestando todo o apoio à família”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 16 de Setembro de 2023, às 16:30