A campanha eleitoral deste ano promete ser um divisor de águas no que diz respeito ao comportamento de candidatos e eleitores. Os primeiros estão tendo mais trabalho para se aproximar do povo, que ao contrário do passado não se deixa mais seduzir por promessas vazias lançadas em discursos proferidos do alto de palanques. O eleitor quer mais proximidade com os políticos, e parece estar também mais criterioso em sua conduta, evitando inclusive a famosa “pedição”.
Ao longo da semana passada a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE acompanhou atividades de alguns dos candidatos, comparecendo a reuniões e cobrindo o comício realizado na cidade. Os encontros menores, em que a interação entre candidato e eleitor é mais aproximada parece ser a forma mais eficaz para os políticos conseguirem despertar o interesse popular.
 Já o comício aparenta ser um método ultrapassado, incapaz de atrair as atenções. O evento do gênero realizado na sexta-feira numa região densamente populosa, o bairro Cristo Rei, não contou sequer uma centena de espectadores. Se fossem excluídos do público os cabos eleitorais e familiares dos candidatos sobre o palanque, a plateia não chegaria a 50 pessoas.
Por outro lado, eleitores se mostram compromissados com o processo eleitoral. A mania de pedir pequenos favores pessoais aos candidatos diminuiu, e o chamado “voto bairrista” está sendo levado em conta com maior seriedade. O último aspecto singular detectado é a queda de influência de “caciques” perante a população. Nem mesmo a presença do próprio governador ou de um ex-prefeito que exerceu dois mandatos em Vilhena é capaz de elevar o interesse popular em eventos de maior porte, como também foi observado na semana passada.