Possível “racha” no clã Donadon está repercutindo nas redes sociais desde a semana passada, quando o ex-prefeito Melki anunciou publicamente que deixaria de apoiar o primo, vereador Júnior Donadon (PMDB) para deputado, preferindo apostar no jovem sobrinho, Natan Donadon Filho (PTB). As declarações de Melki deram origem a centenas de comentários principalmente no Facebook.
O assunto veio à tona a partir de sexta-feira, quando Melki afirmou que o apoio do grupo do qual se apresenta como líder não endossa a pretensão de Júnior, que tenta chegar ao Congresso no pleito deste ano. O ex-prefeito, que preside o PTB em Vilhena, afirmou que o candidato que contará com seu apoio é filho de seu irmão, Natan Donadon, numa não declarada tentativa de atrair para o rapaz os votos que supostamente seriam direcionados ao deputado cassado no ano passado depois de condenação judicial.
No dia seguinte, em matéria veiculada pela versão impressa da Folha do Sul, Junior Donadon deixou claro que não condicionava seu projeto político ao aval de Melki, e independente ou não do apoio dele, levaria adiante seu planejamento, mas deixando aberta a possibilidade de acolher o primo para agregar forças.
O tema repercutiu muito ao longo do final de semana, a ponto do próprio Melki se manifestar mais uma vez sobre o caso no domingo 18, dizendo à reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE que “não é contra a candidatura de Junior”, apenas reiterando que não é este o caminho que o grupo que comanda pretende seguir. “Eu não sou contra a candidatura de ninguém, ao contrário, acho que quanto mais candidatos houver para a população escolher é melhor e reforça a democracia”.
Mas o clima entre o clã é tenso, e a impressão que se tem neste momento é que existe uma divisão. A situação é agravada pelo fato da família ter pré-candidata a deputada estadual, com Rosângela Donadon confirmando tal condição. Filiada ao PMDB, ela é esposa do deputado afastado Marcos Donadon, irmão de Melki e primo de Junior. Tanto uma ala quanto a outra aparentemente pretendem formar “dobradinha” na campanha, com candidatos a estadual e federal representando o grupo afinados no discurso, situação que acaba potencializando o mal-estar dentro da família.
Autor:
Mario Quevedo
Fonte:
FS
Publicado em 20 de Maio de 2014, às 09:46