O vereador Júnior Donadon (PMDB) ligou para a redação do FOLHA DO SUL ON LINE na tarde desta quarta-feira, 12, e classificou de “covarde” uma declaração do prefeito Zé Rover (PP), que atribui a uma dívida de R$ 12 milhões herdada de administrações anteriores, a reprovação de suas contas pelo TCE.
O Tribunal de Contas rejeitou os números de Rover referente ao ano de 2012, apontando, entre outras irregularidades, descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impõe limites à contratação de pessoal; endividamento do município; e, por fim, não aplicação do percentual mínimo de 25% na educação. Ao justificar a decisão da Corte, Rover disse que a pesada herança recebida prejudicou financeiramente sua gestão.
 O vereador bateu duro na resposta ao prefeito: “Nenhum gestor é condenado pelos atos de antecessores. Essa justificativa do Rover é um ato covarde”, esbravejou o parlamentar, acusando o mandatário de cometer crime eleitoral ao “inchar” a folha de pagamento quando disputava a reeleição, o que estaria confirmado pela rejeição das contas.
Júnior Donadon disse que fez parte da comissão de transição, que entregou dados da gestão de seu irmão, Marlon, ao então eleito para o primeiro mandato. “E ele não fez ressalva nenhuma aos relatórios que lhe entregamos. E agora vem falar que herdou dívidas.... Conversa, ele recebeu uma prefeitura sem dívidas e até com dinheiro em caixa para pagar os servidores”, detalha o edil.
Sobre os R$ 12 milhões apontados por Rover como “herança” recebida dos governos Marlon e Melki Donadon, o parlamentar explica: “O município movia uma ação de R$ 12 milhões, em valores corrigidos, contra a Ceron por ter ampliado a rede de distribuição na cidade. A ação foi vencida na justiça pela estatal, mas o TCE não julgou nada disso. Julgou foram as irregularidades cometidas pelo atual prefeito”.
Sobre os parcelamentos que vêm sendo feitos por Rover junto ao INSS e ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais, o vereador revela: “O que está acontecendo é que ele parcela esses débitos para conseguir tirar certidões e não perder recursos federais. Acontece que ele não paga as parcelas e isso gera multas e juro. É apropriação indébita, crime que dá até cadeia”, encerra, acrescentando que as multas e juros pagos pelos atrasos nos compromissos configuram improbidade administrativa.