“Não foi reajuste, foi uma complementação de salário”, disparou Vivian durante sessão
A vereadora Vivian Repessold (PP) voltou a criticar a decisão do prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos) de conceder aumento salarial apenas para uma parte dos professores. A correção de 14,95% assegurada por Lei Federal começou a ser paga na semana passada, mas o prefeito descartou o aumento para toda a categoria.
Neste 01 de agosto, durante a sessão que abriu os trabalhos legislativos do segundo semestre da Câmara Municipal de Vilhena, a vereadora, que também é professora da rede pública municipal, teceu duras críticas ao mandatário eleito para um mandato de 2 anos. Para a vereadora, a decisão do prefeito mostra a falta de consideração do chefe do Executivo Municipal com o servidor público.
“A gente já teve aqui vários prefeitos que cometeram esse desrespeito, mas com o senhor eu achei que dessa vez seria diferente. Mas, a decepção foi maior ainda porque quando a gente vê uma pessoa que compreende leis não cumprindo as leis, a gente fica sem saber o que fazer”, argumentou Repessold, antes de apontar: “Amanhã a classe dos servidores da educação estará reunida para decidir sobre um possível movimento grevista aqui em Vilhena. Não havia a necessidade de isso acontecer, não havia necessidade desse desgaste”, ponderou.
A vereadora afirmou que o prefeito escolheu para quem pagar o reajuste, termo que ela contestou. “Não foi reajuste, foi uma complementação de salário. Vou explicar para vocês o que ele fez: o salário que deveria ser reajustado no mínimo que o Governo Federal colocou para aquele servidor que não ganhava até o piso na Educação, o prefeito complementou. Uma complementação não é reajuste, não foi para o salário base”, explicou.
A vereadora professora também ponderou não ser justo que a classe tenha entrado em um diálogo com o Executivo, aguardado todo o prazo pedido pelo Palácio dos Parecis para que fossem feitos os reajustes para que os números melhorassem, e depois verem todos os números indo para a Saúde.
“Não estou aqui dizendo que a Saúde não merece, mas sim que a Educação também merece. Não é justo que nós agora, depois de avaliarmos todos os pedidos de diálogo do prefeito, a gente passar pela humilhação que nós passamos. Na sexta-feira, quando o salário caiu na conta, apenas alguns professores tiveram direito ao reajuste do piso e outros não. Cadê a consideração pela classe?”, questionou antes de prosseguir: “Eu compreenderia se ele tivesse mais uma vez pedido mais tempo para se organizar, mas que logo logo todos iriam receber. Ficaria mais bonito, ficaria mais justo. Agora escolher alguns professores e deixar outros, eu não concordo”, disse a vereadora, que convocou os professores para participarem da reunião marcada para a quarta-feira e que debaterá uma possível paralização da categoria.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 01 de Agosto de 2023, às 17:54