“Eu sou o pré-candidato do PL, partido do presidente”, Marcos Rogério ao rebater apoio de Bolsonaro a outro candidato
Em Vilhena para participar do evento “Mobiliza Rondônia” durante o qual foram lançados os nomes dos pré-candidatos do PL em Vilhena a deputados estaduais e federais, e do empresário Jaime Bagatolli ao Senado, o senador e pré-candidato ao governado de Rondônia, Marcos Rogério, visitou a FOLHA DO SUL e afirmou que Rondônia só tem um pré-candidato ao governo com o apoio do presidente Jair Bolsonaro.
O senador que nasceu em Rondônia disse que vive hoje o melhor momento da trajetória política e da sua atuação no Senado Federal. Conforme Marcos Rogério, o momento é de reconhecimento dentro e fora do Estado de Rondônia.
“Mas, quando eu olho para Rondônia eu vejo uma população sofrendo. Embora o Estado tenha melhorado a sua atividade econômica, com um crescimento de 41% na corrente líquida do Estado. Só que quando você olha para o serviço público, ele fez o caminho inverso, enquanto a atividade econômica cresce, os serviços públicos caem”, disse Marcos Rogério ao justificar por que decidiu pleitear a cadeira do Palácio Rio Madeira.
O senador verbalizou que a saúde de Rondônia está passando pelo pior drama dos últimos anos. “Uma saúde concentrada na capital, um João Paulo II estrangulado, saturado; com pacientes sendo atendidos em condições absolutamente desumanas nos corredores do hospital, no chão do hospital. E isso quando consegue ser atendido”, ponderou.
O pré-candidato fez também uma avaliação da segurança pública no estado e afirmou que o estado registrou um aumento de 48% na taxa de homicídios.
“É a maior do Brasil. A ausência de governo ela se reflete nessas particularidades: uma saúde ruim, uma segurança pública ruim. Uma infraestrutura inexistente, o Estado tem quase 7 mil quilômetros de rodovias estaduais, 74% não tem um palmo de asfalto. Esse governo não fez um palmo de asfalto de conexão, nenhuma rodovia foi asfaltada”, apontou antes de prosseguir: “Ela tenta agora, ao final do governo, ele conseguiu arrecadar quase R$ 2 bilhões, fez do governo um banco, e ao final ele faz a distribuição desse recurso aos municípios num programa de cooptação política, e não de auxilio aos municípios. Porque auxilio aos municípios não pode ser apenas no ano eleitoral”, pontuou.
Marcos Rogério disse que defende a construção de um hospital de referência na capital, mas é também defensor da regionalização da saúde.
“Eu defendo o modelo de descentralização. A gente precisa ter um hospital regional em Vilhena para atender o Cone Sul; precisa ter um hospital regional em Ji-Paraná; outro em Ariquemes; concluir o de Guajará-Mirim”.
O pré-candidato ao governo de Rpndônia pelo PL disse falou sobre a sua atuação na CPI a Covid e afirmou que a CPI foi um divisor de águas.
“Por que muita gente que votou no Marcos Rogério para senador, não me conhecia. Quando surge a CPI, onde eu tenho a atuação que eu tive, os rondonienses passaram a olhar e pensar: puxa vida, mas Rondônia tem um senador que se posiciona, que é firme, que enfrenta, que não tem medo. A CPI pra mim, foi uma janela de oportunidade pra eu mostrar liderança, pra mostrar posicionamento, pra mostrar firmeza. E eu acho que quem está na vida pública, tem que se posicionar. O ficar em cima do muro, é posição pra covardes. Eu tomei um lado, eu defendi um lado. O lado da verdade”, afirmou.
Mas, nem somente de CPI foi a atuação de Marcos Rogério como senador. Ele revelou a FOLHA que os quatro anos no senado lhe oportunizaram também, com a liderança que ele construi, ajudar Estado com destinação de recursos.
“Eu consegui liberar pra Rondônia algo superior a R$ 700 milhões pra atender os municípios. Os 52 municípios de Rondônia têm recursos encaminhados por mim”, disse.
Questionado sobre o apoio do presidente Jair Bolsonaro que também tem sido reivindicado pelo atual governador Coronel Marcos Rocha, Marcos Rogério ponderou que ele é o pré-candidato pelo PL, partido do presidente Bolsonaro. E que o governador é candidato pelo União Brasil, que tem Luciano Bivar como pré-candidato à presidência.
“Então o candidato do partido do governador é o Bivar. Eu espero que o governador vote no Bolsonaro. Agora, o fato de dizer que tem amizade com Bolsonaro, não conseguiu fazer ele resolver os problemas de Rondônia. Se o fato dele dizer que é amigo do Bolonaro fosse determinante pra resolver alguma coisa, eu nem pré-candidato a governador seria. Porque esse fato deveria ter feito ele resolver o problema da saúde. Ele passou quatro anos e não resolveu. O Hospital João Paulo II é símbolo da vergonha e medo das pessoas. A segurança pública hoje é um caos, apesar de uma boa Policia Militar, uma boa Polícia Civil e uma boa Polícia Penal, nós temos uma segurança pública ruim, porque segurança pública não é só gente, é planejamento, é gestão, é liderança, coisa que ele não faz”, apontou.
Marcos Rogério foi mais além, afirmou que o governo Marcos Rocha não teve qualquer diálogo com a polícia e que agora impôs uma regra de silêncio pra polícia.
“É a lei da mordaça. Só o governador pode falar pela Polícia Milita de Rondônia. Eu nunca vi isso. Enquanto isso o crime organizado toma conta. Existem locais em Rondônia que já são controlados pelo crime organizado. E se não tiver um governante que assuma a liderança da gestão do Estado, que enfrente o crime organizado e promova políticas públicas eficientes pra sociedade, o nosso estado vai de mal a pior”.
Marcos Rogério disse ainda que não está disputando o apoio de Bolsonaro. Afirmou que Rondônia e o Brasil já conhece a sua ligação com residente.
“Propagar aos quatro cantos ser amigo do Bolsonaro não resolve problema. O Bolsonaro dá conta de cumprir a missão dele como presidente da república. É a primeira vez que eu vejo u presidente da república que corta, que reduz impostos, aumenta emprego, diminui preço dos combustíveis e faz o Brasil crescer. Agora, o que o Governo Federal fez lá, o governador fez o inverso em Rondônia. O Bolsonaro defendia comércio aberto, ele fechou. Bolsonaro defendia igrejas abertas na pandemia, ele fechou”, ponderou.
Na conclusão, o pré-candidato disse que a sua disputa na campanha vai ser uma disputa pelos rondonienses. “É mostrar aos rondonienses que é possível ter esperança num governo diferente. Um governo eficiente, um governo que respeita as pessoas, um governo que dialoga com as pessoas; um governo que vai andar os quatro cantos do estado de Rondônia. Eu não vou ser um governador de gabinete. Vou ter bons gestores nas secretarias, e eu vou ser o governador que vai andar os 52 municípios, os distritos do estado, falado com as pessoas, ouvindo as pessoas. O papel do governante é isso: inspirar as pessoas. E esse é o meu desejo”.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 16 de Julho de 2022, às 17:52