pós quase 12 horas de julgamento no Fórum Desembargador Leal Fagundes, em Vilhena, a Juíza de direito da 1º Vara Criminal Liliane Pegoraro Bilharva, anunciou a sentença condenatória aos três acusados da “Chacina do Porco”, um crime que chocou o Cone Sul quatro anos atrás.

 Antônio Carlos Deminski Assunção, popular “Tonhão”, Wilson Gonçalves Bezerra, conhecido como “Macarrão” e Julinei Célio da Silva, o “Gordo”, foram considerados culpados pelo júri popular ao qual foram submetidos por terem participado da morte de três pessoas, e deixado outras duas feridas, incluindo uma crianças de apenas 4 anos. 

Antônio Carlos recebeu a maior punição: 21 anos de cadeia. Já Wilson Gonçalves e Julinei Célio foram sentenciados a 20 anos de prisão. Todos os réus inicialmente deveriam cumprir a sentença em regime fechado. Porém, o advogado de defesa, José Viana Alves, anunciou que irá recorrer da decisão de primeiro grau. Sendo assim, os acusados aguardarão em liberdade.

 

Relembre o caso

 

Em janeiro de 2010, quatro homens e uma criança foram vítimas de atentado a bala em uma emboscada num travessão de linha na zona rural de Vilhena, nas proximidades do distrito de Nova Conquista, resultando na morte de três deles. A criança e um adulto ficaram feridos. 

Todas as vítimas estavam em um veículo Fiat Uno, quando em determinado momento deparam com a estraada interditada com um troco de arvore caído. 

Quando uma das vítimas cresceu do carro, o grupo inteiro foi surpreendido por homens armados, que dispararam por várias vezes contra todos os ocupantes do automóvel. A criança, que na época tinha pouco mais de 4 anos, foi encontrada ferida junto aos mortos. Já o outro sobrevivente, mesmo baleado, conseguiu correr para dentro da mata e buscar socorro.

De acordo com registros da época o grupo que estava no carro teria matado alguns porcos fazenda Portal cujo proprietário é “Tonhão”, que teria armado a emboscada.

Na foto que ilustra esta reportagem aparecem os três réus em pé, ouvindo a sentença no Fórum de Vilhena: Tonhão é o que está no meio, “Gordo” é o de camisa verde e “Macarrão”, o mais magro dos três.