No dia 08 de agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal pode ter selado o final da carreira política do senador da República Ivo Cassol (PP). Isso porque, na ocasião, condenou o ex-governador de Rondônia por fraudes em licitação.

A Corte considerou que Cassol teve participação direta na fraude de doze processos licitatórios realizados pela prefeitura de Rolim de Moura à época em que administrava o município.

Mas isso na condição de protagonista.

Ivo deverá orquestrar as candidaturas de seu clã este ano. Sua esposa Ivone Cassol, também do Partido Progressista, poderá concorrer a uma vaga no Senado Federal; sua filha Karine, da mesma sigla, está disposta a pegar uma das cadeiras na Assembleia Legislativa de Rondônia e Jaqueline, sua irmã, que atualmente preside o PR no estado, poderá engrossar a fileira dos que batalharão pelo Palácio Presidente Vargas.

Além do ofício de liderar seus familiares durante as eleições, Cassol também engendra seus acordos em Brasília. O mais polêmico deles, uma possível aliança com o PT, não é sequer refutado pelo pré-candidato já confirmado pela legenda dos trabalhadores, o deputado federal Padre Ton.

Propagandas partidárias

Na televisão  também só da família Cassol. Como pertencem a partidos diferentes, Jaqueline e Karine Cassol aproveitam os seus tempos de veiculação para abordar diferentes pontos que poderão ser objetos de campanha logo adiante.

Jaqueline usa o mote da família, moral e bons costumes. Já Karine opta pelo discurso da mudança contra a corrupção. Ambos são batidos do ponto de vista político, mas eficientes na busca pela nova remessa de eleitores.

Nos fundos, fazendo o meio-de-campo das conversações, Ivo demonstra que não está nem perto de largar a política.