Voltado à agricultura familiar e aos pequenos produtores, o programa visa oferecer técnicas que vão do manejo das plantas à manufatura do produto para o consumo
Com ampla estrutura instalada no parque de exposições nesta edição da Exponorte, a Emater e a Secretaria de Estado da Agricultura promovem diversas ações ao longo da feira em Vilhena, entre elas as oficinas do programa “Degusta Rondônia”, cujo foco é buscar a melhoria da qualidade do café produzido no Estado. Voltado à agricultura familiar e aos pequenos produtores, o programa visa oferecer técnicas que vão do manejo das plantas à manufatura do produto para o consumo, e as oficinas estão sendo realizadas pela engenheira agrônoma Daniela Dalazen, que é a única R Grade de café no quadro funcional da autarquia, e percorre o Estado liderando a iniciativa.
Segundo a especialista, o Degusta Rondônia foi implantado pelo governo estadual no ano passado, e atende produtores de todas as regiões, sendo esta a segunda vez que ela vem a Vilhena. A proposta é apresentar aos produtores através de demonstrações e provações as diferenças na qualidade entre o café comum e o produzido com as técnicas corretas de manejo, que vão desde a forma de plantar até a colheita, assim como na torra dos grãos e moagem. “Aplicando tais ensinamentos, colhendo na época certa e aplicando os conhecimentos que divulgamos com o programa o resultado é significativo, e coloca o produto final num outro patamar de qualidade, o chamado ‘Café Especial’, valorizando a produção”, explica a engenheira.
E para comprovar o que ensina, ela fez questão que o repórter passasse pela mesma experiência que proporciona aos produtores, provando primeiro o café comum e depois o especial, ocasião em que ficou constatada a enorme diferença.
As oficias acontecerão ao longo da feira agropecuária com provação e demonstrações de café produzido em Vilhena e em Cabixi, ocasião em que os processos serão explicados ou demonstrados.
Para a engenheira, o programa é oportuno por atender demanda de agricultores que procuram diversificar sua produção, ampliando suas possibilidades de ganho. Para ela, a região de Vilhena tem muito potencial para ser um polo produtivo de café, sendo a altitude seu maior diferencial. “Tenho convicção que os produtores locais podem explorar essas características com boas chances de retorno”, afirma Daniela.
Autor:
Mário Quevedo
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 21 de Setembro de 2023, às 01:37