O governador Confúcio Moura (PMDB), que está em Vilhena desde ontem, foi entrevistado com exclusividade pelo FOLHA DO SUL ON LINE e revelou que prevê para este ano uma disputa entre “pesos pesados” na sucessão estadual. Confúcio valia que a campanha será difícil e complexa, mas positiva para Rondônia
Isto porque ele considera que os nomes que estão lançados para o confronto, caso do petista Padre Ton, do tucano Expedito Junior, além da provável presença de alguém ligado ao bloco liderado pelo senador Ivo Cassol (PP), formam um conjunto de “excelentes adversários, altamente preparados para a campanha, o que elevará o nível do debate”.
O governador, que deve confirmar na convenção do PMDB sua condição de candidato à reeleição, diz não temer os adversários. “Mas tenho que respeitá-los e me preparar muito bem para a campanha, que será difícil e complexa”. O lado bom disso, em sua avaliação, é que não importa quem vença, “os rondonienses terão no próximo governador uma pessoa preparada para exercer a função, forjada numa campanha que promete ser de alto nível, pelo menos em termos de debates e discussões de temas importantes ao Estado”. Ele ainda não descarta o surgimento de outros nomes na disputa.
Sobre uma eventual coligação com o PT, seguindo a aliança nacional confirmada recentemente, o governador não descarta a possibilidade de que o mesmo ocorra em nível estadual. “Estamos conversando com os dirigentes do partido e já estive com o próprio Padre Ton, mas por enquanto ainda não há nenhuma decisão tomada neste sentido”, declarou. A aliança partidária que tentará manter Confúcio Moura no cargo já conta com o PMDB, PDT, PSB, PCdoB e PTB. “Estamos ainda numa fase de ‘namoro’ com o DEM, e abertos ao diálogo com outras legendas. Com certeza haverá novidades dentro de alguns dias”, finalizou.
A entrevista do mandatário ao site Sul foi concedida no final da tarde de ontem (quinta-feira 08), assim que Confúcio Moura desembarcou no aeroporto de Vilhena, onde está participando de um seminário.