O FOLHA DO SUL ON LINE conversou, minutos atrás, por telefone, com o ex-senador Expedito Júnior (PSDB), para ouvi-lo sobre o recente episódio que tornou pública uma desavença entre dois tucanos de alta plumagem: o deputado Euclides Maciel chamou de “tranqueira” o vilhenense Evandro Padovani, presidente do partido na cidade e atual secretário de Estado da Agricultura.
Dirigente máximo do PSDB em Rondônia e um dos coordenadores da candidatura do mineiro Aécio Neves à Presidência, Expedito admitiu que a rusga entre os dois companheiros provocou “um transtorno partidário” e lembrou que nenhum dos dois envolvidos no episódio pode atrapalhar o projeto da legenda.
Conhecido pelo estilo diplomático, o ex-senador disse que vai se reunir com Maciel e Padovani antes de tomar uma decisão sobre o caso. “Eu respeito o Padovani”.
Apesar do respeito confesso, Expedito deu razão a Euclides num ponto: o secretário não foi indicado pelos tucanos e sim pelo deputado Luizinho Goebel (PV), que teve o apoio de outros sete colegas. “É bom deixar claro: o PSDB não tem cargos no Governo Confúcio”, disparou.
O site tenta, desde ontem, falar com Evandro Padovani, mas ele, ao contrário de Expedito, não atende as ligações. Também procurou Euclides Maciel, que igualmente não retorna as chamadas.
O que a reportagem apurou é que os dois tucanos estão mesmo irados um com o outro. Maciel, que também já fez sucesso como radialista em Vilhena, alega que o secretário protege fantasmas lotados em sua Pasta e, num momento duro de seu discurso na Assembleia, disparou: “Tudo o que o Padovani gerenciou em Vilhena foi à falência”, acusou, para atestar a falta de capacidade administrativa do correligionário.