Ex-prefeita governaria por apenas 02 anos sem direito a reeleição
 
Se a cassação do prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PSC) for confirmada pelo TSE, a cidade voltará às urnas para escolher o substituto dele. Na melhor das hipóteses para quem deseja disputar o pleito, a votação só acontece no final do ano, com o eleito tomando posse em 2023. Se o caso for parar na última instância da Justiça Eleitoral, em Brasília, a tendência é a disputa atrasar ainda mais, caso Japonês não consiga reverter a decisão do TRE.
 
Diante dessa situação, os meios políticos de Vilhena se fazem a mesma pergunta: compensa para a ex-prefeita Rosani Donadon, em tese a favorita para vencer a batalha nas urnas, concorrer a um mandato de menos de dois anos?
 
Por uma questão moral, a resposta dos aliados da mandatária é “sim”. Embora a própria Rosani evite dar declarações sobre o tema, partidários dela consideram “ilegítimo” o mandato do atual prefeito, que se reelegeu após cassá-la em 2018. Além disso, ela poderia concluir as obras que deixou inacabadas ao perder o cargo.
 
Do ponto de vista estritamente político, entrar na disputa-tampão é um grande prejuízo para Rosani, mesmo que ela vença: governaria metade do tempo de uma gestão normal e não poderia disputar a reeleição. Nenhum parente dela também poderia se candidatar à sua sucessão.
 
Assim, até para se manter mobilizado, uma saída para o grupo Donadon não ficar fora da disputa pela primeira vez em 26 anos seria lançar um nome de confiança para fazer um “mandato de transição”, caso se eleja. O perigo, em casos assim, é o de sempre: o novo prefeito tomar gosto pela função e não querer mais se levantar da cadeira.