“Infelizmente o município de Chupinguáia estreiará 2014 com inadimplencia de 2 milhões e 600 mil reais. Isso, msm com repasses do FPM do msm valor mensalmente, sem contar a renda doméstica. Só p/ um posto de gasolina, mais de R$ 450 mil. A cidade está um cáos, sem obra e imunda. E nem pensem que torço contra a atual administração, pq sou daqles que, se o meu candidato perde, tudo o que tenho que fazer é orar pelo sucesso do vitorioso e torcer p/ que tudo certo. Isso tenho feito. Mas saber que o município ganhou um ônibus zero bala, p/ transportar alunos, p/ as faculdades de Vilhena e ñ poder recebê-lo por causa da inadimplencia, dói”.
O desabafo acima, reproduzido na íntegra, foi postado no Facebook pelo pecuarista Adelmo Alves dos Santos, um dos maiores críticos do prefeito de Chupinguaia (PMDB), Vanderlei Palhari. Através de seu perfil na rede social, o fazendeiro evangélico faz duras acusações contra a classe política em todos os níveis de poder.
O FOLHA DO SUL ON LINE ligou para o prefeito Palhari, para que ele comentasse o teor do material escrito por Adelmo. Vanderlei explicou que, assim como todas as prefeituras do país, o município que administra vai ficar com “restos a pagar”. Ou seja, cerca de R$ 1,8 milhão serão liquidados em 2014. “Mas ninguém vai deixar de receber”, garante o prefeito.
De acordo com o mandatário, a dívida do município com o posto de gasolina, mencionada pelo denunciante, não chega ao valor citado. Conforme a assessoria do prefeito, o débito está dentro da normalidade e a prefeitura já inclusive adotou medidas de redução dos abastecimentos, a fim de controlar e liquidar os gastos com combustíveis. O líder chupinguaiense também lembra que, com o recesso escolar, as despesas cairão bastante, pois a maior parte da dívida se refere ao custeio do transporte de alunos.
Em relação ao ônibus para o transporte de universitários de Chupinguaia até Vilhena e que, segundo Adelmo, não é repassado ao município por causa da inadimplência, Palhari explica: “Esse veículo está envolvido em questões políticas, já que foi doado por deputados. Mas creio que ele estará aqui até fevereiro do ano que vem”, justifica.