Família diz que empresa dona do veículo não entrou em contato
Será sepultada às 17:00h desta quarta-feira, 16, a diarista Marina Feliz de Souza, de 58 anos, que morreu na noite de ontem após um caminhão atingir a motoneta que ela pilotava. O acidente fatal aconteceu na avenida Melvin Jones, no bairro Cristo Rei, em Vilhena, e foi registrado por câmeras de monitoramento instaladas numa empresa próxima (VEJA AQUI).
Paranaense, Marina chegou em Rondônia com 12 anos e foi morar em Colorado do Oeste, onde se casou aos 15 e depois se mudou para Vilhena. Aqui, teve cinco filhos: dois mecânicos, uma cuidadora, uma enfermeira e uma que se forma em Direito no final deste ano.
E foi justamente esta filha caçula, que será advogada, que conversou com a reportagem e lembrou a história de lutas da mãe, que segundo ela, enfrentou muitas maldades e discriminação pela origem humilde.
Mesmo sem formação e com um trabalho braçal, Marina era financeiramente estável. No momento do acidente, inclusive, ela, que morava no bairro União, estava voltando da visita a uma de suas casas de aluguel na região central de Vilhena.
Os familiares dizem que a empresa dona do caminhão que se envolveu no acidente não entrou em contato, limitando-se a tratar com a funerária que recolheu o corpo da diarista.
Para duas das filhas com quem o site conversou, o vídeo gravado mostra uma série de falhas cometidas pelo motorista do caminhão e que resultaram na tragédia. O veículo de carga, segundo as entrevistadas, não deveria ter virado de forma tão repentina e em alta velocidade naquele local. Mas este, segundo elas, foi apenas um dos erros do condutor.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 16 de Agosto de 2023, às 14:52