“A saúde pública é um caos:  nem o município, nem o Estado dão prioridade a quem precisa de atendimento”
 
É dramática a situação da autônoma Luciana Alberta Rosa da Silva, de 30 anos, cuja filha mais nova nasceu “no susto” em Vilhena três meses atrás. Prematura, a garotinha foi transferida para um hospital de Ouro Preto do Oeste, na região central de Rondônia, onde lutou pela vida (LEMBRE AQUI).
 
No mês passado, a pequena Maria Victória, que numa gestação normal só teria nascido na semana passada, retornou para Vilhena e continua enfrentando agora a morosidade do sistema público de saúde. “Regulada” para fazer um ultrassom da cabeça no Hospital Regional de Vilhena, a menina continua aguardando ser chamada há mais de duas semans.
 
Além do exame, a criança precisa ser consultada por um neuropediatra, mas este profissional não atende na rede pública de saúde de Vilhena. Com isso, a mãe terá que desembolsar R$ 450 pela consulta. Pelo ultrassom, terá que pagar R$ 400 na rede particular.
 
A situação é dramática porque Luciana conta apenas com a renda do marido, já que os poucos ganhos que ela obtém são provenientes das vendas que faz nos raros momentos livres.
 
Não bastasse tudo isso, a autônoma ainda precisa se desdobrar para cuidar dos dois outros filhos, um autista de 05 anos e o outro, e 11 anos, portador de uma síndrome rara, que consiste numa malformação congênita do cérebro  (ENTENDA AQUI). Desde 2017, a mãe tenta obter um benefício para o menino, mas o processo está empacado no INSS.
 
“Meu filho diagnosticado com autismo tem exames regulados desde ano passado. Eu preciso dos exames para ter um laudo e também preciso consultar ele com o neuropediatra. Nenhum chamou ainda. Eu sei que a gente teria que ir fazer em Porto Velho, mas a saúde pública é um caos:  nem o município, nem o Estado dão prioridade a quem precisa de atendimento”.