Em entrevista numa emissora de rádio de Vilhena, minutos atrás, o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Hermínio Coelho (PSD), bateu duro no governador Confúcio Moura (PMDB). Dizendo-se vítima das “maldades” do mandatário, lembrando que teve o filho preso “por engano” pelas forças de segurança do Estado, o parlamentar disparou: “O Confúcio mostra a cara de bonzinho do Papa Francisco, mas tem a alma do capeta”.
E não parou por aí o tiroteio, disparado através dos microfones da rádio Planalto AM, emissora de propriedade do senador Ivo Cassol (PP), com quem Hermínio já trocou farpas, mas hoje elogia. O deputado disse que a administração de Confúcio mistura incompetência com corrupção e atribuiu ao peemedebista a situação de “quebradeira” do próprio governo.
Ao denunciar os desmandos de Confúcio, Coelho acabou atingindo, por tabela, o ex-senador Expedito Júnior (PSDB), que através de parentes comanda uma empresa que presta serviços ao Estado. Segundo Hermínio, no ano passado, a Rocha Vigilância, que fornece guardas para escolas estaduais, recebeu do governo R$ 44 milhões. “E já descontados os impostos e taxas, porque se não ficar retido eles sonegam tudo”, alfinetou.
Pelas contas do deputado, a firma, que estaria em nome de um irmão e de uma sobrinha de Expedito, embolsa R$ 25 milhões líquidos por ano, descontadas as despesas. “O Confúcio diz que não tem dinheiro para investir em segurança, mas entrega essa fortuna para o Expedito. Isso ele tem que explicar”, pressionou.